Primeira onda de frio se aproxima e derruba temperaturas; Confira a previsão completa
Massa de ar polar deve provocar geada, ventos fortes e queda acentuada nos termômetros
247 - A onda de frio que chega ao Brasil nesta sexta-feira (8) deve derrubar temperaturas em diferentes regiões do país, com avanço de uma massa de ar polar, previsão de geada, ventos fortes e queda acentuada nos termômetros até pelo menos quarta-feira (13).
As informações são do Climatempo. A primeira onda de frio de 2026 deve atingir principalmente o centro-sul do Brasil, em um cenário marcado pela chegada de uma frente fria associada a temporais, rajadas intensas e mudança brusca nas condições do tempo.
A frente fria já provocava instabilidades no Rio Grande do Sul desde quinta-feira (7) e avança pela Região Sul com risco de chuva volumosa, granizo isolado e ventos que podem passar de 90 km/h em pontos específicos. A massa de ar polar que acompanha o sistema começa a derrubar as temperaturas na retaguarda da frente fria.
De acordo com a previsão, áreas serranas do Sul podem registrar marcas negativas ou próximas de 0°C nos próximos dias. Também há expectativa de temperaturas entre 0°C e 5°C em pontos de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os termômetros podem variar entre 10°C e 15°C em algumas localidades.
O frio também deve favorecer a formação de geada de forte intensidade no Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10), existe baixa possibilidade de chuva congelada ou neve em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina acima de 1,5 mil metros de altitude.
No Norte, a massa polar deve provocar a primeira friagem do ano no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas. O fenômeno ocorre quando o ar frio avança para áreas da Amazônia e reduz as temperaturas de forma significativa, mesmo em regiões acostumadas ao calor e à umidade elevada.
A formação da frente fria está ligada à combinação de uma área de baixa pressão sobre o centro-norte da Argentina e de um ciclone extratropical em rápida intensificação no oceano, próximo à costa da província de Buenos Aires. O sistema tem características de “ciclone bomba”, expressão usada quando há queda muito acelerada da pressão atmosférica em curto intervalo de tempo.
Apesar da intensidade, o ciclone deve permanecer afastado do território brasileiro. Ainda assim, seus efeitos indiretos podem ser sentidos no país, especialmente por causa da forte diferença de pressão atmosférica em uma área relativamente pequena. Essa condição favorece rajadas de vento mesmo em locais sem chuva, conhecidas como “rajadas secas”.
Entre as capitais, Curitiba deve registrar mínima de 4°C na segunda-feira (11), com nevoeiro ao amanhecer. A capital paranaense também pode marcar 5°C na terça-feira (12) e 9°C no domingo (10). Em Porto Alegre, a mínima prevista é de 8°C na segunda-feira, com sensação térmica de 6°C, além de 9°C no sábado (9) e no domingo.
Em Campo Grande, a previsão indica mínima de 8°C na segunda-feira, com sensação de 6°C e nevoeiro ao amanhecer. A capital sul-mato-grossense também deve ter 9°C no domingo e 11°C no sábado. Florianópolis pode registrar 10°C na segunda-feira, 14°C no domingo e 15°C no sábado.
São Paulo deve sentir a queda de temperatura com mínima de 11°C na terça-feira, além de 13°C na segunda e 15°C no domingo. Em Cuiabá, os termômetros podem marcar 13°C na segunda-feira e 15°C no domingo. Rio Branco deve ter mínima de 18°C na segunda-feira, marcando a primeira friagem do ano no Acre, e 19°C no domingo. No Rio de Janeiro, a previsão é de 20°C na segunda-feira e 19°C na terça.
Nesta sexta-feira, a frente fria avança pelo Rio Grande do Sul e provoca chuva e temporais desde as primeiras horas do dia, especialmente entre o norte, o leste, o litoral e a Região Metropolitana de Porto Alegre. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva deve ganhar força entre o fim da manhã e a tarde, com possibilidade de temporais no oeste dos dois estados.
À noite, as instabilidades voltam a se intensificar em Santa Catarina e no interior do Paraná. No Sul, as rajadas de vento devem variar entre 40 km/h e 70 km/h, com picos de até 90 km/h em áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. O mar também deve ficar agitado no litoral gaúcho e no sul catarinense.
No Sudeste, a frente fria provoca pancadas de chuva no oeste e no sul de São Paulo, com trovoadas em alguns pontos. Nas demais áreas paulistas, o tempo permanece firme. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de chuva fraca e isolada no litoral e em áreas do leste dos estados, com aumento das instabilidades no litoral norte capixaba ao longo do dia.
As rajadas de vento podem chegar a 70 km/h em áreas do interior de São Paulo, do sul de Minas Gerais e do interior do Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul deve concentrar a chuva mais intensa, com risco de temporais no sul, oeste e sudoeste do estado.
Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue firme na maior parte das áreas, embora haja possibilidade de pancadas isoladas no norte e no oeste mato-grossense. A massa de ar polar também começa a reduzir as temperaturas em Mato Grosso do Sul, onde as rajadas de vento podem alcançar 70 km/h.
No Nordeste, a chuva ocorre principalmente entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia desde as primeiras horas do dia, com pancadas fracas a moderadas e pontos de maior intensidade. Ao longo da sexta-feira, as instabilidades devem se espalhar pela faixa norte do Maranhão e do Piauí, por grande parte do Ceará, Paraíba, Sergipe, Alagoas, leste de Pernambuco e áreas da Bahia.
Há risco de temporais entre o litoral do Maranhão e Sergipe, além do trecho entre Salvador e o litoral sul da Bahia. A previsão também indica acumulados elevados no litoral do Ceará e entre a Paraíba e Alagoas. Nas demais áreas nordestinas, o tempo permanece firme, com temperaturas elevadas e atenção para baixa umidade no oeste da Bahia e no sul do Piauí.
No Norte, a alta umidade mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, no Pará e em Roraima. A Zona de Convergência Intertropical favorece instabilidades no Amapá e no litoral paraense, com intensificação da chuva ao longo do dia em grande parte da região.
Há risco de temporais isolados no sul de Roraima, no noroeste do Pará, no norte e nordeste do Amazonas e no Amapá. A situação exige atenção para acumulados elevados na metade norte amapaense e em áreas do noroeste paraense. No Tocantins, o tempo segue firme na maior parte do estado, com chuva isolada em alguns pontos e sensação de abafamento.