Saiba quais regiões serão afetadas pelo ciclone que se aproxima do Brasil
Órgãos de defesa civil recomendam atenção redobrada nas áreas sob alerta
247 - O primeiro ciclone extratropical de 2026 deve se formar nos próximos dias e provocar temporais intensos nos estados do Sul do Brasil, especialmente entre sexta-feira (9) e domingo (11). O fenômeno está associado a uma área de baixa pressão atmosférica que deve se intensificar entre o Paraguai e o norte da Argentina antes de avançar em direção ao território brasileiro.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo Climatempo e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que acompanham a evolução do sistema e alertam para volumes elevados de chuva, rajadas de vento e possibilidade de granizo em várias regiões do Sul.
O ciclone extratropical é caracterizado por uma área de baixa pressão organizada em diferentes níveis da atmosfera, capaz de gerar grande quantidade de nuvens, chuva forte e ventos intensos. Apesar do nome causar apreensão, trata-se de um sistema meteorológico relativamente comum na costa das regiões Sul e Sudeste, podendo ocorrer em qualquer época do ano, com maior frequência no outono e no inverno.
“A maioria dos ciclones extratropicais que passam pela costa do Sul e do Sudeste estão associados a uma frente fria, mas alguns ciclones se formam de maneira independente”, explica a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim.
Segundo a previsão, a baixa pressão começa a se intensificar já nesta sexta-feira (9). Na madrugada de sábado (10), o sistema ganha força suficiente para se configurar como um ciclone extratropical, com formação prevista entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. No domingo (11), o ciclone deve avançar para o leste, atingindo o extremo sul gaúcho, e na segunda-feira (12) tende a se afastar para o oceano, reduzindo sua influência direta sobre o clima no país.
Os três estados da região Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — devem ser os mais afetados, principalmente durante o fim de semana. A expectativa é de chuva volumosa em curtos períodos, acompanhada de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h, conforme alertas do Inmet.
No Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões central e oeste, os acumulados podem atingir até 100 milímetros de chuva em apenas seis horas já na sexta-feira. Há risco de alagamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e granizo em pontos isolados.
No sábado, a instabilidade deve se espalhar por todo o território gaúcho e avançar sobre Santa Catarina e o Paraná, com previsão de temporais principalmente no oeste dos dois estados durante a madrugada. Ao longo do dia, as chuvas devem atingir outras regiões, mantendo o risco de pancadas fortes também no domingo.
A frente fria associada à passagem do ciclone deve aumentar a instabilidade em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, mas apenas a partir de domingo. Antes disso, as chuvas previstas para esses estados na sexta e no sábado são típicas pancadas de verão, provocadas pelo calor intenso, sem relação direta com o ciclone extratropical.
De acordo com os meteorologistas, os demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste não devem ser impactados diretamente nem pelo ciclone nem pela frente fria associada ao sistema. Ainda assim, órgãos de defesa civil recomendam atenção redobrada nas áreas sob alerta, especialmente em regiões com histórico de alagamentos e deslizamentos.
