A ascensão de Lula é a desmoralização da mídia e do judiciário

Tal é a massificação do voto em Lula que o colunista do Blog O Cafezinho Pedro Breier traça o perfil de pelo menos dois tipos desse eleitor: um que duvida do poder judiciário brasileiro e entende que a prisão de Lula é injusta e outro que até acredita na justiça, mas que não vê a corrupção como o maior problema do Brasil, discurso típico da Lava Jato; Breier diz que enganar a  classe média é fácil, mas "o povão, por sua vez, é duro de enganar"

A ascensão de Lula é a desmoralização da mídia e do judiciário
A ascensão de Lula é a desmoralização da mídia e do judiciário (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Tal é a massificação do voto em Lula que o colunista do Blog O Cafezinho Pedro Breier traça o perfil de pelo menos dois tipos desse eleitor: um que duvida do poder judiciário brasileiro e entende que a prisão de Lula é injusta e outro que até acredita na justiça, mas que não vê a corrupção como o maior problema do Brasil, discurso típico da Lava Jato. Breier diz que enganar a  classe média é fácil, mas "o povão, por sua vez, é duro de enganar". 

O colunista destaca, no Blog O Cafezinho, como é o primeiro grupo de eleitores de Lula: "é razoável supor que há, dentre o portentoso – e crescente – número de eleitores que pretendem votar em Lula, dois grupos. O primeiro percebe a sua condenação e prisão como injusta e como um instrumento para retirá-lo da disputa eleitoral. Para este grupo, é óbvio que a insana ofensiva do Judiciário e da grande mídia contra o ex-presidente não tem nada a ver com combate ao crime – e tudo a ver, para ficarmos no jargão global, com perseguição política. 

Breier, então, sublinha o segundo grupo: "o segundo grupo é composto de pessoas que até acreditam na sinceridade da propalada cruzada contra a corrupção empreendida pela Lava Jato sob o foguetório da Globo. Entretanto, mesmo estes não compram a balela de que a corrupção é o grande problema do nosso país. Do contrário, não votariam em Lula, 'o chefe do esquema'."

Para Breier, ambos os grupos, no entanto, entendem que a dimensão persecutória do poder judiciário tomou proporções inaceitáveis: "o fato é que ambos os grupos de eleitores não foram convencidos pelo massacre jurídico e midiático imposto a Lula. Este está preso e sem poder falar com o povo (a não ser por cartas) desde o último dia 7 de abril."

 

 

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