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A delicada missão da Positivo

Como a empresa brasileira, comandada por Hélio Rotenberg, pretende concorrer com rivais como Apple, Samsung e Nokia no mercado de smartphones

A delicada missão da Positivo (Foto: Divulgação)
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Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O potencial de crescimento do mercado brasileiro de smartphones nos próximos anos ajudará a Positivo Informática em sua empreitada no segmento, mas a empresa terá que desenvolver bem seu plano de negócios e conseguir acordo com operadoras móveis para promover seus dispositivos.

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Mais conhecida por computadores de mesa e laptops, a companhia está entrando em um acirrado mercado com vendas de mais de 60 milhões de celulares por ano no país.

A Positivo promete entrar "pra valer" no segmento de celulares, dentro de sua estratégia de diversificar a receita, conforme disse à Reuters o seu presidente, Hélio Rotenberg.

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Em smartphones, contudo, não será fácil concorrer com modelos populares como o iPhone, da Apple, e o Galaxy, da Samsung.

"Para competir no setor, precisará ter um produto aderente... Como o mercado de smartphones tem uma tendência de crescimento, se conseguir acertar portfólio, estratégia de canais de venda, preços e marca, pode ser que tenha boa oportunidade", afirmou o analista Bruno Freitas, da empresa de pesquisa IDC.

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O bom relacionamento da Positivo com varejistas, construído ao longo de anos nas áreas de PCs e laptops, ajudará. Porém, é fundamental que a empresa avance nas negociações em curso com as operadoras de telefonia móvel.

"Apesar de o varejo crescer muito em termos de vendas, o grande volume de vendas de celulares está nas mãos das operadoras", disse Freitas. "É importante que eles consigam desenvolver uma parceria com esse canal de vendas."

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Utilizar também a força da marca Positivo para o segmento móvel ajudará a viabilizar o negócio, afirmou a analista Izabela Januário, da consultoria Frost & Sullivan.

"A Positivo é muito bem posicionada no mercado de desktops no Brasil, então acho que ela tem força de nome para explorar também nessa área de mobilidade", disse Izabela.

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Além disso, a Positivo pode se diferenciar principalmente com produtos direcionados exclusivamente ao mercado brasileiro, com aplicativos locais, por exemplo, enquanto outros dispositivos buscam atender a demandas globais.

Para a analista da Frost & Sullivan, os chamados "feature phones", aparelhos mais básicos, que não permitem transmissão extra de conteúdo e aplicativos, apresentam potencial, especialmente pelo volume de vendas que devem gerar --embora tenham margens mais baixas e preços menores.

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"Acredito que ainda há boa demanda por esse tipo de dispositivo móvel", disse ela.

A IDC trabalha com um cenário de 15,4 milhões de smartphones vendidos neste ano no Brasil, número bem próximo da estimativa da Frost & Sullivan, de 15,5 milhões de unidades. Em 2011, as vendas de celulares inteligentes superaram 9 milhões de unidades. A maior parte do mercado continua a ser de aparelhos mais simples.

Para 2013, a Frost & Sullivan projeta comercialização de mais de 21 milhões de smartphones no país, um salto de cerca de 37 por cento sobre o total previsto para este ano.

PRODUÇÃO NACIONAL

O momento para o lançamento dos aparelhos pela Positivo é considerado interessante por especialistas, já que o governo deve incluir em breve os smartphones no âmbito da chamada Lei do Bem, que dá incentivos à produção nacional de alguns produtos eletrônicos.

Inicialmente, a empresa importará celulares da Ásia, pois não foi possível montar as linhas de produção a tempo para as vendas de Natal. Nas próximas semanas será decidido o local de fabricação no Brasil.

Antes da entrada no mercado de smartphones, a aposta mais audaciosa da Positivo foi no segmento de tablets, anunciada um ano atrás. Batizado de Ypy, o produto da Positivo começou a ser distribuído a varejistas no fim de outubro de 2011.

Em junho, a empresa assinou acordo para fornecer até 650 mil tablets para o Ministério da Educação, com entregas previstas a partir do mês que vem até o meio de 2013. O potencial de receita do contrato é de 263 milhões de reais.

O governo federal está entre os clientes mais importantes da Positivo para desktops, laptops e agora também em tablets. Não está claro se a empresa conseguirá replicar isso no segmento de smartphones.

A companhia estima que seus smartphones não custarão mais do que 1.000 reais, enquanto os celulares mais básicos devem ter preço na faixa de 200 a 300 reais.

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