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Mídia

A Espanha sacode as redes e as ruas

Primeiro, foi o Egito; agora, jovens da terra de Pablo Picasso organizam o Movimento 15-M via Twitter e Facebook, que leva a populao s ruas e ganha a adeso dos mais velhos

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247 – Mais uma vez, as redes sociais são o meio utilizado para organizar importantes manifestações políticas. Chamada de Movimento 15-M, a passeata iniciada por jovens na capital da Espanha, Madri, no último domingo, já dura quatro dias, se espalha por diversas cidades do país e ganha a adesão de pessoas mais velhas. Os protestos da Espanha foram inspirados em movimentos recentes no mundo árabe. Em janeiro e fevereiro, ativistas egípcios derrubaram o ditador Hosni Mubarak, por meio de movimentos que foram organizados via Twitter e especialmente Facebook, ao longo de um ano.

No caso da Espanha, a população defende uma profunda reforma no sistema democrático, às vésperas das eleições municipais, marcadas para o próximo domingo (22). O movimento #nolesvotes incentiva o voto consciente e recomenda, especificamente, o desprezo a partidos que apoiem “interesses contrários à cidadania”, como o PP (oposição), PSOE (situação) e CiU (partido Catalão). “A iniciativa não pede o voto para nenhuma opção concreta: ele é de responsabilidade de cada cidadão”, explica o texto do movimento.

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Nas redes sociais, a revolta ganha força com as hashtags #democraciarealya, #acampadasol, #spanishrevolution e #nolesvotes, entre outras palavras-chave. “Votar em branco é dar mais lugares aos Partidos Maioritários”, escreve no Twitter o usuário Auge Aabye. O internauta Cristobal Cervantes incentiva os movimentos em seu perfil da rede social: “Saia às ruas! Se não for agora, quando? Se não for aqui, on de? Se não for você, quem?”. As convocações não só ultrapassaram as fronteiras das redes sociais como também já incentivaram jovens de outras capitais europeias, como Roma (Itália) e Lisboa (Portugal). Os italianos criaram a hashtag #italianrevolution e incentivam o encontro da população nas principais cidades italianas.

As organizações que ocorrem na Europa por estes dias são um sinal de que o incômodo das sociedades em relação aos seus governos pode, sim, ultrapassar as fronteiras da web mesmo que não haja proibição de seu uso. Os espanhóis publicaram no YouTube um vídeo (assista abaixo) sobre os manifestos, em que chamam jovens, velhos, desempregados, trabalhadores, mulheres e homens para dizer que a mudança depende de “você, eu e todos nós”. Um evento virtual do 15-M também foi criado no Facebook e convoca a todos para a passeata que aconteceu no último domingo.

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