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A mala de cargos de Aécio vai “desembarcar” também?

A pergunta é do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; segundo ele, trata-se de mais uma jogada do PSDB, que "perdeu o rumo"; "O PSDB resolve, depois de ano e meio de traseiro golpista de fora, não pode vestir, de repente, as calças de veludo e os punhos de renda que pretende com seu 'estou fora, mas estou dentro'. Vai ter de carregar o bodum governista e não há banho de mídia que o possa tirar", afirma 

Bras�lia - O presidente interino Michel Temer durante cerim�nia de posse aos novos ministros de seu governo, no Pal�cio do Planalto. � esquerda, o senador A�cio Neves (Marcello Casal Jr/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Deixando de lado os celulares em nome de laranjas que foram apreendidos, que é caso policial, as 14 folhas com planilhas  contendo indicações políticas a cargos do governo federal em Minas Gerais encontradas na revista da Polícia Federal  ao gabinete de Aécio Neves mostram, para quem quiser ver, que o senador mineiro age, dentro do parlamento, como um operador de Michel Temer.

E como é falsa e cínica a história do “desembarque” tucano do governo.

Estão lá, vão continuar lá e agir sob o controle remoto do grupo presidencial, enquanto os tolos acham que o partido é “independente”.

Jogada que produz efeitos no campo da articulação política, do jogo do “apóia-sabota” da política cínica, mas que é fatal para os tucanos na opinião pública, à medida em que se aproxima o processo eleitoral.

Como explicar ser “neutro” diante de um governo que, qualquer que seja o levantamento que se considere, tem mais de 90% de rejeição popular?

Até Merval Pereira, que divide com Fernando Henrique Cardoso o papel de Olavo de Carvalho como filósofo do tucanato, diz que “o PSDB decididamente perdeu o rumo“, porque depois de chafurdar por meses na lama golpista, na “hora H” de saquear os direitos dos trabalhadores com a reforma previdenciária vacila em subscrever totalmente o projeto que, talvez, vá à votação.

O PSDB resolve, depois de ano e meio de traseiro golpista de fora, não pode vestir, de repente, as calças de veludo e os punhos de renda que pretende com seu “estou fora, mas estou dentro”.

Vai ter de carregar o bodum  governista e não há banho de mídia que o possa tirar.