A 'manipulação' das consciências pela 'força da insistência’

"Da forma como o noticiário é veiculado, parece que apenas Lula cometeu possíveis crimes e somente as contas eleitorais de Dilma Rousseff – no caso na companhia de Michel Temer porque não conseguiram separá-los, apesar de tentarem – são suspeitas de irregularidade. Quanto aos demais políticos, as notícias e denúncias surgem e desaparecem”, reflete o jornalista Marcelo Auler sobre a manipulação da opinião pública pela imprensa e demais forças no poder

Rede golpe de televisão
Rede golpe de televisão (Foto: Giuliana Miranda)

Por Marcelo Auler

"Da forma como o noticiário é veiculado, parece que apenas Lula cometeu possíveis crimes e somente as contas eleitorais de Dilma Rousseff – no caso na companhia de Michel Temer porque não conseguiram separá-los, apesar de tentarem – são suspeitas de irregularidade. Quanto aos demais políticos, as notícias e denúncias surgem e desaparecem”, reflete o jornalista Marcelo Auler sobre a manipulação da opinião pública pela imprensa e demais forças no poder.

"No caso, a persistência nas acusações, a facilidade na abertura de processos em estreitos lapsos temporais, bem como a realização de operações em datas pouco usuais, como ocorreu nesta terça-feira, durante o recém-iniciado recesso do judiciário só contribuem para fomentar o clima descrito pelo ex-papa “da manipulação pela força de uma bem orquestrada insistência“.

Mais grave ainda é o fato de o espaço destinado à defesa não guardar qualquer semelhança com o usado nas acusações. Em geral, na mídia tradicional, trata-se de mera formalidade em uma tentativa de evitar acusações de parcialidade, quando esta parcialidade já é tamanha que perceptível por uma grande parte dos eleitores/leitores. Pelo que advogados denunciam, a mesma formalidade/parcialidade se repete nos inquéritos e processos. Tudo leva a crer que se cria um clima que culminará com a condenação.”

Leia a íntegra da coluna no blog do Marcelo Auler.

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