A polêmica assinatura do NYT

Jornal americano passa a cobrar por contedo on-line e causa rebulio

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247 – O jornal New York Times passou a cobrar por seu conteúdo online nesta quinta-feira. As cobaias dos serviços oferecidos, no mínimo controversos, são os canadenses. Eles passaram a experimentar os serviços nesta quinta-feira antes dos Estados Unidos e de qualquer outro país. O lançamento mundial será feito pelo NYT no dia 28 de março.

Há quatro tipos de serviços. Para acesso ao conteúdo online mais aplicativo de smartphone, a mensalidade será de US$ 15. Para acesso ao conteúdo online mais aplicativo para tablets, o usuário pagará US$ 20. Para as três opções, US$ 35. E por último, para as três opções mais os jornais impressos, US$ 46,80. Ainda há certas condições, como o limite de 20 artigos de graça por mês e o acesso livre a conteúdo republicado através de redes sociais, como Facebook e Twitter.

A atitude de um dos jornais mais reputados no mundo causou polêmica, por diversas razões. A revista de tecnologia Wired publicou uma crítica que considera US$ 195 por ano uma quantia suficiente para incentivar os leitores irem para outros veículos. Ao mesmo tempo, a quantidade de 20 artigos oferecidos de graça como limite do mês é menor do que a esperada para um lançamento, segundo a revista.

Uma crítica a ser considerada sobre os planos do NYT é a impossibilidade de fazer uma mesma assinatura para ter acesso aos aplicativos de smartphone e de tablets. O assinante pagaria, nesse caso, US$ 15 pela assinatura que dá acesso ao primeiro, mais US$ 20 pelo segundo. Em um ano, as duas assinaturas somariam US$ 455.

Uma conclusão muito válida é que os serviços do jornal são um extremo desincentivo ao uso do iPad. Se o leitor já está pagando US$ 15 por mês para ter acesso completo ao site, por que pagaria um segundo plano separadamente, de mais US$ 20, para ler o jornal em um aplicativo do tablet? Afinal, ele pode acessar o site do jornal também pelo iPad. Além disso, o aplicativo do NYT não oferece sistema de buscas, links, arquivos ou compartilhamento com as redes sociais, diferente do site. Se o jornal estava interessado em matar o incentivo à leitura através de seu aplicativo para iPad e não conquistar novos leitores – já que oferece ofertas especiais aos “leitores fieis” –, está no caminho correto.

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