"A Record está se preparando para uma cruzada para eleger Bolsonaro", diz Juremir Machado

Jornalista demitido pela cúpula bolsonarista do jornal Correio do Povo, denunciou, na TV 247, o ataque ao pluralismo. “Fui visto como um incômodo”. Assista

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(Foto: Divulgação)


247 - O jornalista Juremir Machado, demitido do jornal Correio do Povo, denunciou, em entrevista à TV 247, ter sido alvo da cúpula bolsonarista da Record, que administra a publicação e tenta “bolsonarizar” o jornalismo na capital gaúcha.

Com a chegada de Bolsonaro ao poder, os gestores mostraram sua verdadeira face. “Todo aquele conservadorismo reprimido veio à tona”, disse. 

“A Universal chegou aqui no RS em 2007, e durante muitos anos foi bom. Até o final de 2019 foi bom. Eu, por exemplo, ganhei muito espaço, salário melhor, criei um programa na Rádio Guaíba que fez muito sucesso”, disse.

“O que realmente mudou foi a chegada do Bolsonaro ao poder. Aí a coisa começou a mudar, e de 2020 pra cá mudou radicalmente. Inclusive, o cara da Record que manda aqui mostrou a face dele, muito conservador. Saíram do armário. Todo aquele conservadorismo reprimido veio à tona. Inicialmente, a Rádio Guaíba se ‘bolsonarizou’. O jornal resistiu muito mais, porque são outras pessoas. Finalmente agora tudo se aproximou”, disse. 

Desde então, o pluralismo, praticado nos programas de Machado, virou um alvo. “O ponto de inflexão é Bolsonaro. Eles mudaram radicalmente, se tornaram refratários ao pluralismo. Comecei a ser visto como um incômodo. Não sou militante, nunca tive partido. Sou um franco atirador, um independente, já critiquei o PT e a direita”, disse. 

“Além de ser da Universal, a Record tem o Republicanos. Eles estão completamente alinhados com o governo. Chegou o momento em que eles disseram que estão com o governo e vão mostrar o que realmente pensam. Além disso, não por acaso fui demitido no primeiro dia útil do ano. Eles estão se preparando para uma cruzada para na tentativa de reeleger Bolsonaro. Meu poder é nenhum, mas de toda maneira eles pretendem usar os veículos aqui numa campanha pelo Bolsonaro”, completou.

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