Abílio Diniz: 'não vamos embora do País'

Prevendo a vitória de Fernando Haddad (PT), o empresário Abílio Diniz afirma que não importa o resultado das urnas: os empresários não irão embora do Brasil; Diniz vai escolhendo sua linha de ação e de discurso - oferecendo até uma senha aos seus pares do mercado financeiro e empresarial - em um momento tenso de retomada da democracia brasileira; ele adota a linha do "construiremos juntos", tentando neutralizar o embate 'patrão-empregado' que aponta em um horizonte de devastação de direitos trabalhistas

Abílio Diniz: 'não vamos embora do País'
Abílio Diniz: 'não vamos embora do País'

247 - Prevendo a vitória de Fernando Haddad (PT), o empresário Abílio Diniz afirma que não importa o resultado das urnas: os empresários não irão embora do Brasil. Diniz vai escolhendo sua linha de ação e de discurso - oferecendo até uma senha aos seus pares do mercado financeiro e empresarial - em um momento tenso de retomada da democracia brasileira. Ele adota a linha do "construiremos juntos", tentando neutralizar o embate 'patrão-empregado' que aponta em um horizonte de devastação de direitos trabalhistas. 

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Abílio Diniz destaca: "Em meio a tantas incertezas, uma certeza eu tenho: seja qual for o resultado das urnas, nós, empresários, não vamos embora para Miami, Lisboa ou Londres. Nós seguiremos aqui, criando empregos e gerando riqueza, como sempre fizemos, nos melhores e nos piores momentos da economia brasileira. Mas, certamente, geraremos mais empregos, mais riquezas e mais tributos para financiar os necessários programas sociais se nossas vozes e anseios forem mais ouvidos e compreendidos".

E prossegue, na linha da proatividade emergencial: "em momentos como este, cresce a exploração maniqueísta do falso binário trabalhador x empresário, quando somos duas faces da mesma moeda. Basta ver a história recente do País para constatar que trabalhadores e empresários sobem e descem juntos na gangorra da economia brasileira. O País não pode rachar numa anacrônica luta de classes. A crise pede união. E visão. Seja quem for o eleito, a partir de janeiro ele será o presidente de todos. E uma forma segura de governar para o benefício de todos é dar melhores condições para os empresários trabalharem".

 

 

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