Abril fraudava base de assinantes de Veja para enganar mercado

O mito da base de um milhão de assinantes da revista Veja cai por terra; a Editora Abril, sob a direção da família Civita, vinha falsificando os números da base de assinantes da revista, para enganar os anunciantes; é essa a explicação para a redução no número de assinantes anunciado pela editora de 1,2 milhão para 800 mil

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247 - O mito da base de um milhão de assinantes da revista Veja cai por terra. Segundo o J&Cia, publicação especializada no mercado editorial e jornalístico, a Editora Abril, sob a direção da família Civita, vinha falsificando os números da base de assinantes da revista, para enganar os anunciantes. É essa a explicação para a redução no número de assinantes anunciado pela editora de 1,2 milhão para 800 mil. 

"[A redução] deveu-se ao fato de a Abril ter inchado artificialmente a carteira de assinantes na gestão de Walter Longo e depois, com o agravamento da crise, teve que fazer nela uma limpeza brutal, o que explica a ceifada de 400 mil assinantes", informa o J&Cia.

A revista Veja teve troca de comando esta semana. O novo diretor da revista é Maurício Lima, que entra no lugar de André Petry. Ainda não se sabe se isso significará uma mudança editorial da publicação, que tornou-se um boletim da extrema-direita brasileira nos últimos anos.

O Grupo Abril já não é mais propriedade da família Civita. Tem novo dono desde o fim do ano passado. O empresário Fábio Carvalho, dono da Calvary Investimentos, concluiu a compra das empresas da família Civita por um valor simbólico de R$ 100 mil há 15 dias. O grupo alega uma dívida de R$ 1,6 bilhão. Desses, mais de R$ 1,1 bilhão tem como credores três bancos: Santander, Itaú e Bradesco. Esse montante já está sendo negociado. A dívida relativa a questões trabalhistas é de aproximadamente R$ 85 milhões.

Com a justificativa do endividamento, o Grupo Abril pediu recuperação judicial em agosto de 2018 e anunciou a demissão de 804 trabalhadores. Segundo ex-funcionários, a empresa vinha fazendo cortes desde 2015, mas a dispensa em massa de jornalistas, gráficos, administrativos e distribuidores pegou os trabalhadores de surpresa.

 

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