Adrenalina digital, martírio nos negócios tradicionais

Vender publicidade online não interessa para as agências. Não interessa pois publicidade online dá mais trabalho para fazer e custa menos

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Esta está sendo uma semana e tanto para os negócios digitais. De um lado, temos a Microsoft pagando, em cash, US$ 8.5 bilhões de dólares pela compra do Skype. Enquanto isso, o Linkedin prepara seu IPO esperando levantar US$ 3 bilhões. Tudo isso enquanto o Youtube adiciona 3.000 novos filmes/títulos em seu serviço de "localdora online", concorrendo de vez com players como Netflix e Apple.

Os negócios digitais estão "bombando"! Se por um lado isso é maravilhoso, para outros, isso é um inferno.

A internet vem sendo, cada vez mais, o grande algoz de diversas indústrias. Foi (e continua sendo) o algoz da indústria fonográfica, de diversas maneiras. Seja por conta da facilidade de pirataria gerada pelos mp3, torrents, emules da vida. Ou seja pq para fazer sucesso, o músico pode estabelecer uma estratégia em mídias sociais e se lançar, sem depender das gravadoras. Como foi o caso do Luan Santana no Brasil ou da tal Rebecca Black com o martirizante sucesso "Friday" no Youtube.

Da mesma forma acontece com a indústria de telefonia. Com o Skype, mais e mais pessoas deixam de usar telefones convencionais. Lá em nossa empresa, no Comunique-se, todos os funcionários tem conta no skype com creditos e todos fazem ligações locais, regionais e internacionais, pelo Skype. Absurdamente mais barato e pasmem: qualidade superior.

E as locadoras de vídeo? Estão indo para o beleléu. Novamente, a culpada disso tudo: a internet. Tá aí o Youtube, mega locadora de filmes, se juntando a outros gigantes.

Em paralelo a tudo isso, temos a turma do contra. Aqueles que sabem que a Internet pode acabar ou modificar permanentemente seus negócios e daí tentam, de toda forma, atrasar o processo. Por exemplo, nas próximas semanas 23 mil americanos serão processados por terem baixado via torrent, o filme The Expendables (Os Mercenários). Dá para imaginar, 23 mil pessoas sendo processadas simultaneamente por download de filme ilegal?! Imagine se isso acontece no Brasil, onde os filmes são absurdamente mais caros?

E aqui pelas terras tupiniquins temos as Agências de Publicidade, as grandes responsáveis pelo atraso no desenvolvimento da publicidade digital brasileira. Vender publicidade online não interessa para as agências. Não interessa pois publicidade online dá mais trabalho para fazer e custa menos. Para quem não sabe, as agências ficam com até 20% das veiculações, mais o tal BV (bônus sobre volume, ou para alguns, a "bola" institucionalizada). E claro, é melhor ficar com 20% de uma campanha em TV de muitos milhões, do que ficar com 20% de uma campanha na web de alguns milhares. Como são elas que controlam as verbas, o que você acha que acontece?

Enquanto isso seguimos a vida. Por falar nisso, tenho que falar com minha família pelo Skype, meus amigos pelo Facebook, me promover pelo LinkedIn e Twittar sobre esse artigo que acabo de escrever. Siga-me: @rodaze.

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