Ao contrário dos antigos romanos, Bolsonaro oferece pouco pão e muito circo, diz Bernardo Mello Franco
Jornalista Bernardo Mello Franco observa que sempre que “se vê diante de uma notícia ruim, Jair Bolsonaro apela à bizarrice para desviar a atenção. Foi o que aconteceu nesta quarta-feira (4), quando ele “recrutou um humorista para substituí-lo no contato matinal com a imprensa” para evitar responder a perguntas “sobre o pibinho do ano passado”
247 - O jornalista Bernardo Mello Franco observa que sempre que “se vê diante de uma notícia ruim, Jair Bolsonaro apela à bizarrice para desviar a atenção". Foi o que aconteceu nesta quarta-feira (4), quando ele “recrutou um humorista para substituí-lo no contato matinal com a imprensa” para evitar responder a perguntas “sobre o pibinho do ano passado”.
“O dado mostrou que as promessas de recuperação econômica eram conversa fiada", diz. "O ministro Paulo Guedes arrochou salários e cortou aposentadorias, mas só conseguiu entregar 1,1%. Um desempenho pior que o do governo Michel Temer”, destaca Mello Franco. ‘Para não comentar o resultado pífio, Bolsonaro cedeu o lugar a um comediante da TV Record" 'que só arrancou risos dos puxa-sacos que amanhecem na porta do palácio para aplaudir o “Mito”’, observa Mello Franco.
“O desrespeito tem sido rotina nas entrevistas no cercadinho do Alvorada. Em vez de prestar contas à sociedade, o presidente usa o espaço para fazer grosserias e insultar jornalistas. Os bolsonaristas pensam que os desaforos humilham a imprensa. Na verdade, eles só escancaram a falta de compostura do capitão”, avalia.
“Os romanos desenvolveram o método de governar com pão e circo. Distribuíam comida para evitar revoltas e promoviam espetáculos para distrair a plebe. Bolsonaro acha que é possível imitar a fórmula com pouco pão e muito circo”, diz.