Aroeira: militares põem camisa de força em Bolsonaro

O chargista Aroeira, do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge nesta sexta-feira, 8, em que o presidente Jair Bolsonaro aparece vestido numa camisa de força, ao lado dos generais Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, ministro do GSI; Charge satiriza transmissão ao vivo pelas redes sociais feita por Bolsonaro nessa quinta-feira, 7, em que não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

Aroeira: militares põem camisa de força em Bolsonaro
Aroeira: militares põem camisa de força em Bolsonaro
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247 - O chargista Aroeira, um dos mais renomados do País e membro do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge nesta sexta-feira, 8, em que o presidente Jair Bolsonaro aparece vestido numa camisa de força, ao lado dos generais Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

Charge satiriza transmissão ao vivo pelas redes sociais feita por Bolsonaro nessa quinta-feira, 7, em que não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

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Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre o assunto:

Bolsonaro reclama que fala sobre democracia e Forças Armadas teve as "mais variadas interpretações possíveis"

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro queixou-se na noite desta quinta-feira de que a declaração feita mais cedo durante cerimônia para comemorar o aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais no Rio de Janeiro, de que a democracia e a liberdade dependem do desejo das Forças Armadas, foi distorcida.

"Essa fala já começou a levar para o lado das mais variadas interpretações possíveis", disse ele em uma transmissão ao vivo no Facebook, ao anunciar que todas as quintas-feiras vai adotar a prática.

Na transmissão, Bolsonaro perguntou ao seu ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, se tinha achado seu pronunciamento de mais cedo polêmico ou se ele deixava alguma dúvida sobre o caminho das Forças Armadas no Brasil.

"Claro que não", respondeu Heleno. "Ao contrário, as suas palavras foram ditas de improviso, para uma tropa qualificada, foram colocadas para aqueles que amam a sua pátria e vivem diariamente o problema da manutenção da democracia e da liberdade, caracterizando e exortando para que continuem a fazer o papel que vêm fazendo, serem os guardiões da democracia e da liberdade", acrescentou o ministro, ao lado de Bolsonaro.

Segundo Heleno, "tentaram distorcer isso" como se a democracia fosse um presente dos militares para os civis. Ele explicou que pela Constituição os militares são os detentores legais do emprego da violência.

"Se quiserem um exemplo, veja o exemplo da Venezuela. Por que o (Nicolás) Maduro está sendo mantido no poder? Porque as Forças Armadas estão segurando um presidente já praticamente deposto", avaliou.

Bolsonaro disse na transmissão ao vivo que, diferentemente do que aconteceu nos últimos 20 anos, os militares serão tratados com respeito e dignidade.

Mais cedo, na solenidade, Bolsonaro disse que pretende cumprir sua missão como presidente do Brasil "ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade. E isso, democracia e liberdade só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer". [nL1N20U0XG]

Na ocasião, o presidente estava acompanhado de Heleno e do ministro da Defesa, general Fernando e Silva.

Em sua live, o presidente disse que o governo quer desfazer aquilo que foi feito de errado nos últimos 20 anos.

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