Associação de jornalistas repudia restrições a trabalho da imprensa
Jornalistas que participaram da cobertura da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro precisaram chegar ao local às 7h, mesmo que o evento, a depender do local, fosse começar apenas às 17h; também tiveram acesso prejudicado a banheiros, comida e a água; para a Abraji, "um governo que restringe o trabalho da imprensa ignora a obrigação constitucional de ser transparente"
247 - A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota em que repudia o tratamento dado pelo novo governo, empossado nesta terça-feira 1º, aos repórteres que participaram da cobertura da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro (PSL).
Os profissionais da imprensa precisaram chegar ao local às 7h, oito horas antes do evento, foram revistados diversos vezes e tiveram acesso prejudicado a banheiros, comida e a água. Leia aqui o relato da jornalista Mônica Bergamo. Para a Abraji, "um governo que restringe o trabalho da imprensa ignora a obrigação constitucional de ser transparente".
Leia a íntegra da nota:
Abraji protesta contra limitações ao trabalho de jornalistas na cobertura da posse presidencial
Um governo que restringe o trabalho da imprensa ignora a obrigação constitucional de ser transparente. Os brasileiros receberão menos informações sobre a posse presidencial por causa das limitações impostas à circulação de jornalistas em Brasília.
Confinados desde as 7h, alguns com acesso limitado a água e a banheiros, eles não puderam interagir com autoridades e fontes, algo corriqueiro em todas as cerimônias de início de governo desde a redemocratização do país.
A Abraji protesta contra este tratamento antidemocrático aos profissionais que estão lá para levar ao público o registro histórico deste momento.
Diretoria da Abraji, 1º de janeiro de 2019.