Até apoiadores de Bolsonaro criticam vídeo obsceno

Ao amargar o maior deboche político da história já feito em um carnaval, Jair Bolsonaro manifestou no Twitter toda a sua ira e publicou um vídeo obsceno como vingança aos foliões; o vídeo mostra um homem dançando após introduzir o dedo no próprio ânus; na sequência, surge outro rapaz que urina em sua cabeça; Bolsonaro disse: "é isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões"; o presidente foi duramente criticado por seus próprios apoiadores e pode ser punido pelo Twitter, que tem regras que proíbem conteúdo adulto; ele também pode ter que responder por crime de responsabilidade, já que ocupa a presidência da República

Até apoiadores de Bolsonaro criticam vídeo obsceno
Até apoiadores de Bolsonaro criticam vídeo obsceno (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Ao amargar o maior deboche político da história já feito em um carnaval, Jair Bolsonaro manifestou no Twitter toda a sua ira e publicou um vídeo obsceno como vingança aos foliões. O vídeo mostra um homem dançando após introduzir o dedo no próprio ânus. Na sequência, surge outro rapaz que urina em sua cabeça. Bolsonaro disse: "é isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões". O presidente foi duramente criticado por seus próprios apoiadores e pode ser punido pelo Twitter, que tem regras que proíbem conteúdo adulto. Ele também pode ter que responder por crime de responsabilidade, já que ocupa a presidência da República.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que "nos comentários à publicação do presidente, críticos do presidente e até mesmo alguns que se identificam como apoiadores dele têm lamentado a iniciativa de publicar o vídeo. 'O cara usa o Twitter para falar com as crianças que votam nele e posta um vídeo desses. JÁ DENUNCIEI. TwitterBrasil bloqueia logo a conta desse incapacitado!', diz um usuário."

Segundo o jornal, "após a publicação do vídeo, Bolsonaro postou ou compartilhou conteúdo cinco vezes em um intervalo de pouco mais de uma hora. Todo o conteúdo posterior é corriqueiro, sem polêmicas. O vídeo foi gravado na segunda-feira (4) em um bloco chamado Blocu, no centro de São Paulo. A repercussão da cena nas redes sociais iniciou antes mesmo do tuíte de Bolsonaro. A Folha conversou com várias pessoas que presenciaram a cena e que disseram que o ocorrido foi um momento isolado no evento. Diversos usuários têm escrito que denunciarão o tuíte de Bolsonaro como conteúdo impróprio."

As regras do Twitter são claras: os usuários têm que respeitar para usar a plataforma e há uma série de diretrizes sobre conteúdo adulto.

Numa das regras da plataforma se diz: "consideramos conteúdo adulto qualquer mídia que seja pornográfica ou destinada a causar excitação sexual. Alguns exemplos incluem, mas não estão limitados a representações de: nudez total ou parcial, incluindo closes dos órgãos genitais, nádegas ou seios; simulação de ato sexual; ou relação sexual ou qualquer outro ato sexual envolvendo seres humanos, representações de animais com características humanas, desenhos, hentai ou animes."

A matéria ainda explicita que "mídias com conteúdo adulto devem ser marcadas como mídia sensível, o que não foi feito inicialmente no vídeo de Bolsonaro. Dessa forma, a depender do rigor da análise do Twitter, o presidente pode sofrer alguma punição, que pode variar desde a retirada do conteúdo do ar até a suspensão da conta, caso seja entendido que ele cometeu grave infração. Cerca de duas horas após a publicação do vídeo foi colocada a marcação de mídia sensível, que funciona como um filtro prévio que requer que o usuário confirme que deseja ver o conteúdo."

Há ainda a possível violação sobre crime de responsabilidade: "a lei 1.079 da Constituição Federal, que dispõe sobre os crimes de responsabilidade, inclui entre os crimes contra a probidade na administração 'proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo'."

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