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Bernardo Mello Franco: Medida Provisória de Bolsonaro protege gabinete do ódio

Bolsonaro reforçou a blindagem das milícias digitais e atuou em causa própria

Gigantes das mídias sociais Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft estão formando um grupo global de trabalho para combinar os esforços para remover conteúdo terrorista de suas plataformas; união vem após pressão de governos na Europa e nos Estados Unidos decorrentes de uma onda de ataques por militantes; companhias vão compartilhar soluções tecnológicas para retirar conteúdo terrorista, além de desenvolver pesquisas para contrapor o discurso extremista e trabalhar com mais especialistas no combate ao terrorismo (Foto: Paulo Emílio)

247 - Nesta segunda-feira (6), Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória, sob o pretexto de proteger a liberdade de expressão e de reforçar direitos e garantias dos usuários da rede. Na verdade, o ocupante do Palácio do Planalto "reforçou a blindagem das milícias digitais" e atuou em causa própria, segundo o jornalista Bernardo Mello Franco. 

"Em julho, o YouTube apagou vídeos em que o presidente fazia campanha contra o uso de máscaras e defendia a adoção da cloroquina contra a Covid", escreve o colunista do Globo.

"A plataforma afirmou que os vídeos violavam suas políticas para frear a desinformação na pandemia. Se a MP já estivesse em vigor, as mentiras de Bolsonaro continuariam no ar".

"A canetada também protege o chamado gabinete do ódio, que abastece canais governistas com propaganda contra as instituições democráticas".

"A internet não é uma terra sem lei. Pelas regras do Marco Civil, as redes sociais podem apagar publicações que causam riscos e infringem seus termos de uso".

"Na verdade, o que Bolsonaro reforçou foi a blindagem das milícias digitais. Se não for derrubada, a MP servirá como um salvo-conduto para mentir e difamar nas redes. Agora e na campanha de 2022", conclui.

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