Boato de morte de Assad no Twitter eleva preço do petróleo

Rumor partiu de uma conta falsa atribuída ao ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, e foi desmentido rapidamente

Boato de morte de Assad no Twitter eleva preço do petróleo
Boato de morte de Assad no Twitter eleva preço do petróleo (Foto: Edição/247)

Opera Mundi - Os contratos futuros de petróleo começaram a semana em turbulência após um boato sobre a morte do ditador sírio Bashar al Assad se espalhar pela internet. O rumor, que partiu de uma conta falsa de Twitter atribuída ao ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, foi desmentido rapidamente, mas durou o suficiente para fazer a cotação dos barris do tipo Light e Sweet Crude subir acima de um dólar.

Na NYMEX (Bolsa de Mercados Futuros e Commodities de Nova York), o barril do petróleo Light e Sweet Crude fechou o dia cotado a 92,20 dólares, o que corresponde a uma elevação de 0,9%. No caso do barril do tipo brent crude, negociado pela ICE Future, a elevação das cotações teve um percentual menor (0,6%), mas, ainda assim, suficiente para elevar em 61 centavos seu valor de mercado.

"Nesses tempos de Twitter, uma história bem situada pode afetar o mercado e é isso o que parece ter acontecido" argumentou à agência Reuters Phil Flynn, analista financeiro do Price Futures Group. O episódio teria demonstrado, a seu ver, como o mercado de petróleo permanece sensível às notíciais de rupturas no Oriente Médio.

A Síria é considerada um pequeno produtor de petróleo, mas, ainda assim, os conflitos entre governo e oposição são suficientes para criar receios de que a produção global da commoditie acabe afetada. É por essa razão é que Peter Donovan, da corretora Vantage Trading, acredita que "os mercados estão prestando muita atenção no que está ocorrendo no Oriente Médio".

Na última sexta-feira (03/08) o governo sírio chegou a um acordo com seu tradicional aliado, a Rússia, para assegurar a troca de petróleo e combustível entre os dois países. Como meio de aliviar as sanções impostas por países como Estados Unidos, Reino Unido e França, Damasco assegurará a oferta de petróleo a Moscou em troca de combustível refinado.

Dirigindo-se à imprensa, Qadri Jamil, vice-ministro das Finanças da Síria, alegou que seu país produz atualmente uma média de 200 mil barris por dia de petróleo. Os dados diferem dos 140 mil barris diários que Saidi Hneidi, ministro sírio do Petróleo, havia confirmado antes do acordo à imprensa.

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