Bolsonaro pode impulsionar onda conservadora na América Latina, diz cientista político
O analista político chileno Carlos Fuentes entende que a América Latina é um terreno fértil para "modismos" políticos se espalharem com facilidade; a geopolítica da região favorece movimentos de arrasto; com base nesta leitura, ele acredita que o futuro de muitos países na região pode ser semelhante ao do Brasil: "há condições em muitos países para o surgimento de posições mais conservadoras, sociedades mais polarizadas e esta agenda Bolsonaro é procurada"
247 - O analista político chileno Carlos Fuentes entende que a América Latina é um terreno fértil para "modismos" políticos se espalharem com facilidade. A geopolítica da região favorece movimentos de arrasto. Com base nesta leitura, ele acredita que o futuro de muitos países na região pode ser semelhante ao do Brasil: "há condições em muitos países para o surgimento de posições mais conservadoras, sociedades mais polarizadas e esta agenda Bolsonaro é procurada".
A reportagem do site Sputnik News destaca como o chileno enxerga o cenário em seu país no presente momento: "casos como o de José Antonio Kast no Chile, que obteve quase 8% dos votos nas eleições presidenciais no final de 2017, poderão se beneficiar do presidente do PSL".
Ele diz: "Kast buscou tomar esse bonde [de Bolsonaro] e depois legitimar as posições mais radicais sobre algumas questões, principalmente na questão de costumes, como a homossexualidade e outros".
Para Fuentes, há, em toda a América Latina, atores políticos com o perfil de Kast e Bolsonaro: "embora sem a relevância de Kast no Chile, países como a Colômbia também têm seus atores políticos cujas ideias e propostas estão mais próximas de quem será o sucessor de Michel Temer na maior nação da América do Sul".
E precisa: "é o caso do atual embaixador da Colômbia junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), Alejandro Ordóñez, nomeado pelo presidente Iván Duque em agosto passado".
