Bruno Boghossian: tropa da muamba de Bolsonaro nos EUA foi paga com dinheiro público
O colunista destaca a participação do tenente-coronel Mauro Cid nas negociações para a venda ilegal de joias
247 - Em coluna publicada nesta sexta-feira (11) no jornal Folha de S.Paulo, Bruno Boghossian afirma que "a tropa da muamba que negociou joias desviadas pelo governo Jair Bolsonaro atuou nos EUA com dinheiro dos cofres públicos". "Pelo menos cinco personagens da investigação estavam no país a trabalho ou ocupavam cargos oferecidos pelo então presidente para acomodar aliados".
"O coronel Mauro Barbosa Cid aparece nas investigações como operador das negociações. Naquele mês de junho de 2022, ele foi para os EUA num voo oficial com o presidente, na função de principal ajudante de ordens de Bolsonaro", acrescenta.
Conforme relata o colunista, "o coronel aproveitou a viagem de Bolsonaro a Los Angeles naquela data, paga com dinheiro público, para fazer negócios. De acordo com os documentos que embasaram a operação policial desta sexta-feira (11), ele fez um desvio no itinerário e voou até a Filadélfia, onde teria vendido os dois relógios. Cid não recebeu diárias para integrar a comitiva de Bolsonaro, mas estava nos EUA como funcionário do governo, com salário na casa de R$ 26 mil".
