“Canalha, fdp”. Era Toffoli, em direção a Noblat

Na saída de uma festa em Brasília, o ministro do STF e o jornalista se cruzaram; o que saiu da boca do juiz foi depois relatado pelo colunista, que condena sua participação no julgamento da Ação Penal 470; baixaria total

 “Canalha, fdp”. Era Toffoli, em direção a Noblat
“Canalha, fdp”. Era Toffoli, em direção a Noblat (Foto: STF/Divulgação)
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247 – Na noite de ontem, o ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, expressou o que pensa do jornalista Ricardo Noblat. Os dois se cruzaram na saída de uma festa e o que se ouviu foram impropérios como “canalha, fdp” e daí pra baixo. Leia o relato postado pelo próprio Noblat:

Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros.

Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia.

Tóffoli referia-se a mim.

Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:

- Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.

Repetiu "filho da puta" pelo menos cinco vezes. E foi adiante:

- Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.

Acrescentou:

- Em Marília não é assim.

Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967.

Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:

- Filho da puta, canalha.

Depois disse:

- O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.

Atualização das 3h52m - Imagino - mas apenas imagino - que o ataque de fúria do ministro deve ter sido desatado por um comentário que fiz recentemente sobre a participação dele no julgamento do mensalão. Segue o comentário. 

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