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Mídia

Chatô nas nuvens

A tendência de pesquisa é que a internet deva ser vista, e trabalhada, sem fronteiras - livre, portanto

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Na última semana o Marco Regulatório da mídia voltou a gerar polêmicas (assunto sempre em pauta pra alguns...). A inclusão dos portais na "conversa" a partir de uma audiência entre a ANJ e o Ministério das Comunicações fez com que os membros do governo Dilma se desencontrassem. Alguns foram apocalípticos em suas análises e trouxeram um discurso mais conservador para o debate, alinhado com os interesses dos conglomerados "100% nacionais". Já outros, como o Ministro Paulo Bernardo, foram mais amenos e sensatos. Ele, por exemplo, considera que é muito difícil a territorialização deste tipo de mídia. A tese levantada é sobre o capital/investimento dos portais de noticias no Brasil. O "Marco" deve acompanhar, ou não, as mesmas métricas determinadas aos demais veículos de comunicação, os tidos como off-line ou tradicionais? A restrição de 30% do capital estrangeiro deste tipo de empresa é possível?

A compreensão de estabelecer critérios territoriais de capital já é controverso, dando possibilidades de esquemas obscuros, ou até mesmo a conexão com off-shores, para maquiar eventuais vínculos externo. Se trouxermos para a conversa a internet, aí que a coisa fica mais complexa. Como podemos estipular critérios "geográficos" para um meio virtual? Como minimizar as conseqüências territoriais do capital?

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Quando imaginamos a internet, normalmente associamos ao macro. Nada de regional. Nada de latitude, ou longitude para as informações e tráfego. Apenas está ali. Se existe a disponibilidade de um domínio "com.br" para registro no exterior, e os principais provedores/ hospedagem estão nas nuvens, como fazer? Tudo bem, que no contrato a coisa possa ser mais controlada, mas e na "hora do vamos ver"?

A discussão da territorialidade na web é um assunto que é extremamente discutido nos bancos da academia. No entanto, até agora, a tendência de pesquisa é que a internet deva ser vista, e trabalhada, sem fronteiras - livre. Para um contrato, um negócio, pode-se fazer, mas será que não estaríamos perdendo transferência de tecnologias e métodos? Como pode-se cogitar o retrocesso? No Brasil, a preocupação das instituições é com sua "reserva de mercado", e talvez, com seus lucros. Será que este tipo de impedimento, via "Marco", está atrelado aos interesses da população?

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Vou dar uma exemplo: na Paraíba, estado que escolhi para morar, existem mais de trinta blogs e portais amparados na imprensa política. A maioria deles traz as fofocas diárias, e me entristece muito suas tendências a usar organismos virtuais para levantar recursos de políticos, e órgão escusos. Onde já se viu um Blog ter faturamento superior a um tabloide de grande audiência? Pois a chave disto está nos clientes. Se sou de uma vertente política, todas as empresas que são patrocinadoras daquela "ideologia" irão apoiar com banners, bottons, e qualquer tipo de parafernália virtual para justificar a nota fiscal. No entanto, este recursos se confundem com os interesse feudais e burgueses, trazendo perda para o leitor. Afinal, a imprensa não tem como principal a informação para a população? Então, se o interesse é manter vivo o pior lado de Chatô, aqui ou na China, a coisa será feita. Com anuência de um marco, ou de disputas de mercado "privado".

Para este tipo de situação, a solução é ter algum tipo de controle. Não aquele que restringe, ou impede. E sim, organismos que já vem sendo utilizados com sucesso para estabelecer contato, amparar de informações e se relacionar no mundo online. Para Xhico Raimerson, Diretor de Midias Socias e Governo Eletrônico, da Secretaria de Comunicação Institucional da Paraíba, a alternativa para evitar qualquer desgaste é a transparência. "Quando nos deparamos com situações premeditadas, originadas de um destes blogs, a melhor alternativa é mostrar a verdade. Mobilizar as pessoas para a compreensão de que, o que está ali disposto, não passa de desencontro de informação.".

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Portanto, quando pensamos em Marco Regulatório, transparência, devemos olhar primeiro para dentro de casa. Para o beneficio da população, e tão somente, depois, olhar para as nuvens, ou para outros continentes.

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