"Chefe do batalhão da PM de São Paulo tem que ser investigado e preso", diz PML
"É inacreditável. Ele tem que ser investigado e preso. Isso é incompatível com direitos e atribuições de um oficial da ativa da Polícia Militar", afirmou o jornalista Paulo Moreira Leite após o coronel Aleksander Lacerda fazer convocações para um ato golpista marcado para o dia 7 de setembro e atacar as instituições
247 - O jornalista Paulo Moreira Leite defendeu nesta segunda-feira (23), no programa Bom Dia 247, a prisão do coronel Aleksander Lacerda, que era chefe chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 de São Paulo e foi afastado nesta manhã por causa de declarações de caráter golpista, chegando a dizer, por exemplo, que "liberdade não se ganha, se toma".
"É inacreditável. Ele tem que ser investigado e preso. Isso é incompatível com direitos e atribuições de um oficial da ativa da Polícia Militar. Em nenhum lugar do mundo você pode admitir que alguém que comande uma força armada venha dizer para alguém se manifestar politicamente. É inconstitucional", disse PML.
De acordo com o jornalista, a postura do coronel confirma a "análise de que o golpe talvez não comece pelo Exército". "Pode vir por toda essa agitação da Polícia Militar, de militares da reserva", continuou. "É um ataque geral à democracia, que certamente tem a cumplicidade do governo federal. Também é um ataque ao Doria", acrescentou.
O coronel Aleksander Lacerda fez convocações para o ato bolsonarista marcado para o dia sete de setembro e também fez ataques às instituições. Chamou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de "covarde" e disse que o governador João Doria é uma "cepa indiana". O militar também afirmou que sente "nojo" do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o coronel, "liberdade não se ganha, se toma".
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