Clóvis Rossi: “O Brasil precisa de um Trump?”

Em referência "às ameaças do presidente eleito às montadoras General Motors, Ford e Toyota para tentar forçá-las a trazer fábricas instaladas no México de volta para os EUA", o colunista diz que um Trump brasileiro salvaria muito mais empregos do que os 700 que a Ford deixou de transferir para o Máxico, dado o caso das indústrias brasileiras no Paraguai; jornalista avalia, porém, que esse tipo de protecionismo, no cenário atual, "não parece mais fazer sentido"

Em referência "às ameaças do presidente eleito às montadoras General Motors, Ford e Toyota para tentar forçá-las a trazer fábricas instaladas no México de volta para os EUA", o colunista diz que um Trump brasileiro salvaria muito mais empregos do que os 700 que a Ford deixou de transferir para o Máxico, dado o caso das indústrias brasileiras no Paraguai; jornalista avalia, porém, que esse tipo de protecionismo, no cenário atual, "não parece mais fazer sentido"
Em referência "às ameaças do presidente eleito às montadoras General Motors, Ford e Toyota para tentar forçá-las a trazer fábricas instaladas no México de volta para os EUA", o colunista diz que um Trump brasileiro salvaria muito mais empregos do que os 700 que a Ford deixou de transferir para o Máxico, dado o caso das indústrias brasileiras no Paraguai; jornalista avalia, porém, que esse tipo de protecionismo, no cenário atual, "não parece mais fazer sentido" (Foto: Gisele Federicce)

247 - "Donald Trump é um horror. Mesmo assim, há um lado dele que talvez pudesse ser útil ao Brasil", escreve o jornalista Clóvis Rossi, ao iniciar sua coluna deste domingo na Folha. Ele faz referência "às ameaças do presidente eleito às montadoras General Motors, Ford e Toyota para tentar forçá-las a trazer fábricas instaladas no México de volta para os EUA".

Ele destaca que, segundo Trump, foram salvos 700 empregos que a Ford transferiria para o México. "Um eventual Donald Trump brasileiro, no entanto, se agisse da mesma maneira —e não apenas tuitasse—, poderia ajudar com um número potencialmente maior de empregos a serem salvos", diz Rossi.

"Afinal, conforme relata minuciosa reportagem do jornal paranaense "Gazeta do Povo", o Paraguai, nosso vizinho mais pobre, atraiu 124 indústrias desde que, em 1997, editou a chamada "lei da maquila" (o próprio nome indica uma cópia do sistema mexicano na fronteira com os Estados Unidos)", exemplifica.

O colunista pondera, porém: "A primeira pergunta inevitável é simples: valeria a pena adotar o protecionismo que Donald Trump vem alardeando Confesso que já fui favorável a esse tipo de política, mas o mundo e o modo de produção mudaram tanto e tão velozmente que, agora, não parece mais fazer sentido".

Leia aqui a íntegra.

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