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Colunista do Painel diz que Lula se arrisca nas eleições municipais

Vera Magalhães afirma que peso das eventuais derrotas do PT cairá sobre os seus ombros

Colunista do Painel diz que Lula se arrisca nas eleições municipais (Foto: Divulgação)
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247 – Em artigo publicado na Folha, a jornalista Vera Magalhães, que assina a coluna Painel, uma das mais lidas do jornal, afirma que Lula se arrisca na campanha municipal de 2012 e diz que ele pode terminar responsabilizado por várias derrotas. Leia:

VERA MAGALHÃES

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Lula, o PT e o pós-mensalão

Ao se expor em disputas de Norte a Sul, ex-presidente se arrisca a assumir como seus eventuais reveses

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O EX-PRESIDENTE Lula se transformou, nas eleições municipais, numa espécie de franquia dos candidatos do PT e de alguns poucos aliados. Está na TV em pelo menos 14 capitais e em outras tantas cidades consideradas estratégicas pelo partido.

A superexposição do principal líder petista coincide com o julgamento do mensalão, em que o maior escândalo de seu governo passa pelo crivo do Supremo Tribunal Federal, corte máxima da Justiça brasileira, com 8 dos 10 ministros nomeados nos nove anos de governo do PT.

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A combinação entre cabo eleitoral onipresente, eleições com chances incertas em muitas capitais e um julgamento que mobiliza o país 18 horas semanais já há oito semanas - e sem prazo para terminar- pode levar a um resultado oposto ao desejado pelo PT. No fim de outubro, o quadro de vitórias e derrotas do partido em capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes será lido como um balanço pessoal de sucessos e reveses de Lula.

Em menor escala, também estará em jogo o desempenho da presidente Dilma Rousseff, que foi compelida pelo partido e pelo antecessor a se expor mais do que pretendia nas disputas locais, muitas vezes contra aliados do governo.

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O estado de espírito de Lula com os rumos que o julgamento do mensalão tomou é de revolta incontida.

Ele se reflete diretamente no tom exacerbado da nota oficial em que o PT convoca seus militantes para uma batalha "do tamanho do Brasil" em defesa do ex-presidente - ainda que não explique que ameaça institucional ou democrática estaria em curso num país governado pelo próprio partido, com Judiciário e Legislativo independentes.

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Lula tinha tudo para ter atuação discreta na sucessão municipal. Passou por um tratamento médico severo, o julgamento do mensalão atropelou o calendário eleitoral e ele tem uma sucessora bem avaliada, que pode se reeleger em 2014.

No entanto, na ânsia por comandar o processo e ter seu nome e seu legado lembrados em palanques de Norte a Sul, se expôs. A avaliação é que uma eventual vitória em São Paulo já valerá o risco. Mas, se a franquia Lula falhar, que discurso caberá ao PT no pós-mensalão?

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