Com tecnologia, conceito de segunda tela ganha força

Emissoras divulgam informaes extras de sua programao por meio de aplicativos ou redes sociais. Um exemplo a transmisso dos jogos da NBA

Com tecnologia, conceito de segunda tela ganha força
Com tecnologia, conceito de segunda tela ganha força (Foto: HUGH GENTRY/REUTERS)
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Lucas Reginato_247 – Uma pesquisa feita pela Ericsson em agosto deste ano apontou que 60% das pessoas que assistem TV tem o costume de simultaneamente navegar na internet. O hábito já tinha sido notado por grandes empresas de comunicação, que em 2011 começaram a explorar esse cenário através do que vem sendo chamado de “segunda tela”. São imagens exclusivas dos bastidores de uma série de TV, estatísticas de um jogo de futebol, votações de programas de auditório, enfim, uma infinidade de novas possibilidades vislumbradas e possíveis com a tecnologia.

As disputas pelo público nesse novo ambiente já começaram. O grande marco se deu na premiação do Oscar, em fevereiro deste ano. Três empresas americanas forneceram conteúdos exclusivos. A ABC forneceu imagens de câmeras exclusivas, o New York Times interagiu com as mídias sociais e tinha especialistas comentando o evento, enquanto o E!Online colocou em seu site um agregador de tuítes relacionados ao evento.

A ideia de segunda tela começou a ser desenhada com a invasão de tablets no mercado. Na maioria das vezes, os aplicativos são colocados gratuitamente à disposição dos telespectadores e fazem a sincronização com a televisão através de reconhecimento sonoro. A partir daí, experimentos já foram feitos em diversos tipos de transmissão. A NBA, por exemplo, colocava durante as partidas de basquete dados sobre os jogadores, recordes e números que os americanos gostam tanto em um aplicativo para tablet. A BBC, por sua vez, já anunciou como deverá ser feita a transmissão dos Jogos Olímpicos de 2012: 24 streamings ao vivo, interação com o Facebook e uma rede social feita a partir de perfis dos atletas participantes.

Se 2011 foi o ano de experimentar, os aplicativos, a partir de agora, devem ser cada vez mais constantes. As televisões brasileiras, por sua vez, mostram-se cada vez mais desatualizadas, e parecem esperar que a tecnologia se consolide na Europa para só então trazer a novidade para o País. As grandes emissoras brasileiras parecem dormir no ponto, e podem desperdiçar uma solução para prender uma audiência cada vez mais multimídia.

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