Condenar é fácil. Reconhecer o erro...

Ombudsman da Folha condena postura do jornal na guerra do Banco do Brasil; jornal estampou na manchete principal ataque ao vice-presidente Allan Toledo, que teve seu sigilo quebrado, tal qual o caseiro Francenildo, mas escondeu o arquivamento do caso pelo Conselho de tica

Condenar é fácil. Reconhecer o erro...
Condenar é fácil. Reconhecer o erro... (Foto: Divulgação)
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247 – O Brasil está prestes a iniciar um debate importantíssimo, na CPI sobre as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, relacionado à mídia. Quais devem ser os limites dos jornalistas na relação com suas fontes? Esta deve ser a questão principal, motivada pelo elo estreito entre Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, diretor de Veja em Brasília.

No entanto, o debate sobre a imprensa deve ir além? Por que jornais, sites, blogs, rádios e televisões têm tanta dificuldade em reconhecer seus erros? Por que ataques às reputações de terceiros e campanhas negativas ganham tão mais destaque do que o inverso?

Este ponto foi levantado no domingo pela ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, no tocante ao caso Allan Toledo, ex-vice-presidente do Banco do Brasil. No dia 29 de fevereiro deste ano, ele foi manchete principal da Folha, acusado de receber depósitos irregulares em sua conta. No mesmo dia, reportagem do 247 apontou que a única irregularidade era a quebra do seu sigilo bancário. Na semana passada, o caso Allan Toledo foi arquivado, por unanimidade, pela Comissão de Ética da presidência da República, devido ao fato dele ter comprovado a origem lícita dos recursos – inquérito sobre a quebra de sigilo pode ser aberto a qualquer momento pelo Ministério Público.

Eis o que escreveu Suzana Singer, ombudsman da Folha, a respeito:

“A Comissão de Ética da Presidência da República arquivou o processo sobre desvio ético do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo. A conclusão foi que ele conseguiu comprovar a origem do R$ 1 milhão movimentado. A notícia deveria estar na Primeira Página, já que as acusações contra ele foram manchete em fevereiro”.

Eis mais uma regra não escrita dos meios de comunicação: atacar é fácil, reconhecer o erro...

 

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