Datafolha não consegue explicar sua pesquisa fabricada contra Lula

Instituto fez pesquisa popular sobre condenação do ex-presidente às vésperas de um julgamento decisivo no STF

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(Foto: Ricardo Stuckert)


247 – A pesquisa fabricada pelo grupo Folha contra o ex-presidente Lula, que teve o aparente motivo de pressionar o Supremo Tribunal Federal antes do julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro, foi bastante questionada pelos leitores do jornal. "Leitores alegaram que a pesquisa extrapolou a política e promoveu um julgamento fora dos tribunais, baseado em uma cobertura acrítica da Lava Jato. Outros viram problemas na formulação da pergunta", informa a ombudsman Flávia Lima.

O instituto perguntou se os entrevistados consideravam à época da condenação, ou seja, em 2017, se a condenação do ex-presidente havia sido justa e não fez qualquer consideração sobre todas as provas de suspeição que surgiram durante a Vaza Jato.

"Muitos viram indução na questão. Diante das revelações da Vaza Jato, questionaram por que incluir o 'à época' na pergunta, argumentando que faria mais sentido perguntar qual avaliação o entrevistado faz da prisão hoje", aponta ainda a jornalista.

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“Nesse sentido, na pergunta referida, o termo 'na época' foi incluído para situar o entrevistado de forma a não confundir com o julgamento atual do caso pelo STF. Trata-se de um recurso técnico para ajudar a padronizar o entendimento da questão por todos os entrevistados”, disse Mauro Paulino, diretor do instituto, numa explicação pouco convincente. Ele também defendeu que decisões judiciais sejam submetidas ao escrutínio público, numa espécie de paredão popular do BBB.

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