Defesa de Lula prova ao TSE parcialidade da mídia na cobertura da campanha

Levantamento realizado pela defesa do ex-presidente Lula mostra que entre 20 e 24 de agosto, o Jornal Nacional dedicou exatos 21 segundos à coligação do PT, apenas para comunicar que não cobriria a agenda de Lula, pelo fato de ele estar preso; o mesmo telejornal dedicou cinco minutos (um minuto por dia) para cobrir as campanhas de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB); 4 minutos para Jair Bolsonaro (pois o candidato não teve agenda pública no dia 20) e 1 minuto para Álvaro Dias (Podemos)

Defesa de Lula prova ao TSE parcialidade da mídia na cobertura da campanha
Defesa de Lula prova ao TSE parcialidade da mídia na cobertura da campanha

247 - A defesa do ex-presidente Lula entrou com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar garantir que a Rede Globo e as demais emissoras de televisão tenham isonomia na cobertura das campanhas eleitorais, dedicando a Lula o mesmo tratamento dos demais candidatos à presidência.

O recurso reúne material que demonstra que as emissoras têm escondido deliberadamente a campanha de Lula e de seu vice e porta-voz, Fernando Haddad. Segundo levantamento realizado por juristas, referente a telejornais que foram ao ar entre 20 e 24 de agosto, o Jornal Nacional dedicou exatos 21 segundos à coligação de Lula, e ainda para apenas comunicar que não cobriria a agenda do petista, por ele estar preso, no dia 20 de agosto.

Em texto publicado no site do ex-presidente, a equipe de campanha informa que, no mesmo período, o Jornal Nacional dedicou 5 minutos (um minuto por dia) para cobrir as campanhas de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB); 4 minutos para Jair Bolsonaro (pois o candidato não teve agenda pública no dia 20) e 1 minuto para Álvaro Dias (Podemos), que está em um longínquo sexto lugar nas pesquisas de intenção de voto. A Rede Record e o SBT tampouco cobriram a campanha da coligação de Lula em seus telejornais.

O comunicado lembra que "a Lei eleitoral exige isonomia e veda que qualquer candidato tenha tratamento privilegiado nas concessionárias de rádio e TV". "Requer-se, na presente apresentação, a concessão de liminar, para que seja ordenado às empresas representadas para, a partir da presente data, confiram a devida cobertura da campanha presidencial da Coligação O povo Feliz de Novo, por meio de sua agenda oficial, e do próprio candidato Lula, devendo ser conferido tratamento isonômico entre as atividades destes e as dos outros candidatos ao mesmo cargo, com inserções em mesmo horário e com a mesma duração", diz o recurso.

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