Degradação do poder judiciário brasileiro ficou evidente com determinação da ONU

O professor Fernando Horta destaca que a ONU tem um papel fundamental no pós guerra, sobretudo na contenção de recrudescimentos do fascismo e do nazismo; suas resoluções e determinações servem como um anteparo à tendência violenta atávica das sociedades humanas, sejam elas físicas, militares, econômicas, políticas ou judiciais; ele diz: "a discussão sobre a obrigatoriedade ou não de o Brasil cumprir as ordens do comitê da ONU é menor frente ao imenso golpe de legitimidade que Moro et caterva sofreram"

Degradação do poder judiciário brasileiro ficou evidente com determinação da ONU
Degradação do poder judiciário brasileiro ficou evidente com determinação da ONU (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

247 - O professor Fernando Horta destaca que a ONU tem um papel fundamental no pós guerra, sobretudo na contenção de recrudescimentos do fascismo e do nazismo. Suas resoluções e determinações servem como um anteparo à tendência violenta atávica das sociedades humanas, sejam elas físicas, militares, econômicas, políticas ou judiciais. Ele diz: "a discussão sobre a obrigatoriedade ou não de o Brasil cumprir as ordens do comitê da ONU é menor frente ao imenso golpe de legitimidade que Moro et caterva sofreram".

No artigo publicado no jornal GGN, o historiador afirma que é preciso saber o mínimo de história para codificar corretamente os significados de uma determinação da ONU: "a Organização das Nações Unidas é criada logo após a segunda guerra mundial exatamente como um pacto entre os vencedores para banir a monstruosidade que foi o fascismo e o nazismo, e evitar que a humanidade entrasse em um conflito global novamente. É preciso lembrar que num período inferior a 30 anos, o mundo havia sido dragado para duas guerras monstruosas."

E denuncia a precariedade da justiça brasileira, agora desmascarada pelas Nações Unidas: "em recente decisão, um comitê de direitos humanos da ONU, seguindo o mesmo caminho de decisão da Interpol, reconhece a parcialidade e a politização dos atos da “Vara de Curitiba” e dos “Três de Porto Alegre” e afirma que eles atacam diretamente os direitos mais básicos das pessoas: o direito a uma justiça neutra e formalmente correta."

 

 

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