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Desânimo com eleições e reforma trabalhista: brasileiro desiste do emprego

De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, "se um inimigo do Brasil tivesse preparado um plano maquiavélico para destruir o país, não poderia ter feito nada mais cruel do que os golpistas da 'Ponte para o Futuro', que em dois anos fizeram o país voltar décadas para os tempos mais sombrios do passado"

Desânimo com eleições e reforma trabalhista: brasileiro desiste do emprego (Foto: Dir.: Darren Ornitz - Reuters)
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247 - "Qual é o desempregado que vai se animar a sair cedo de casa, gastando o dinheiro que não tem, para distribuir currículo, sabendo que as portas das empresas estão fechadas para ele?", questiona o jornalista Ricardo Kotscho. "Manchete da Folha desta quarta-feira informa que 66 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho, 40% do total, segundo o IBGE, e cada vez mais trabalhadores deixaram de procurar emprego".

"A meu ver, dois são os fatores principais que levam a esse desalento: A nova politica salarial adotada pelas empresas: desde a implantação da “reforma trabalhista” no ano passado, que acabou com os direitos e os empregos fixos, os empregadores demitiram e cortaram os contratos de funcionários mais antigos, com salários maiores, para contratar profissionais mais jovens, e mais baratos", diz ele, acrescentando o outro fator: "o desânimo com as eleições: a falta de confiança de empresários e trabalhadores nos candidatos, que estão aí se digladiando neste fim de feira do mercado de votos, tiraram de todos a esperança em dias melhores com a posse de um novo presidente no próximo ano, qualquer que seja".

De acordo com o jornalista, "se um inimigo do Brasil tivesse preparado um plano maquiavélico para destruir o país, não poderia ter feito nada mais cruel do que os golpistas da 'Ponte para o Futuro', que em dois anos fizeram o país voltar décadas para os tempos mais sombrios do passado". "A situação fica mais dramática quando chegamos a áreas mais sensíveis da vida do presente e do futuro das novas gerações, em especial educação e saúde, com a crescente degradação de hospitais e escolas".

Leia a íntegra no Balaio do Kotscho