Diletto terá que explicar fraude na propaganda

Sorveteria foi punida pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária; o motivo é a história fictícia que era contada como verdadeira pelos sócio Leandro Scabin (foto) sobre um suposto avô italiano que havia inventado as receitas dos picolés; criação da história foi de outro sócio, Fabio Meneghini; agora, a marca de sorvetes terá de explicitar em toda a sua comunicação que o personagem não existe

Diletto empresa brasileira de picoles com receita italiana - 16/09/2011 - ECONOMIA E NEGOCIOS ESTADAO PME  - Leandro Scabin socio da Diletto no quiosque da marca no Shopping Cidade Jardim - foto: LAWRENCE BODNAR/AE
Diletto empresa brasileira de picoles com receita italiana - 16/09/2011 - ECONOMIA E NEGOCIOS ESTADAO PME - Leandro Scabin socio da Diletto no quiosque da marca no Shopping Cidade Jardim - foto: LAWRENCE BODNAR/AE (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - A sorveteria Diletto foi punida ontem pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar. O motivo é fraude na propaganda da companhia, que vendia como verdadeira a história do "avô Vittorio", um suposto empreendedor italiano que inventara as receitas dos picolés.

Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal Estado de S. Paulo (leia aqui), era tudo mentira. "Um dos sócios da empresa, Leandro Scabin, contou durante anos a história de que o negócio recriava versões das receitas de seu avô, Vittorio Scabin, um italiano que fazia sorvetes no início do século 20. Além de estar disponível no site da companhia, a trajetória do 'nonno Vittorio' foi reproduzida por vários jornais e revistas. Na verdade, o vovô saiu da imaginação de outro sócio da empresa, Fabio Meneghini, ex-publicitário que por anos trabalhou na WMcCann", diz o texto.

Agora, a marca de sorvetes terá de explicitar em toda a sua comunicação –incluindo site institucional, embalagens e campanhas publicitárias – que o personagem não existe. A Diletto preferiu não comentar a punição do Conar.

A sorveteria recebeu um investimento de R$ 100 milhões em 2013 do fundo Innova, que é gerido por Verônica Serra, filha do ex-governador José Serra. 

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