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Mídia

Dispositivos da Apple podem ficar sem o YouTube

Em disputa com o Google, que controla o Android e o sistema de vídeos mais popular da internet, fabricante do iPhone e do iPad estuda eliminar o aplicativo de seus aparelhos

Dispositivos da Apple podem ficar sem o YouTube (Foto: Divulgação)
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Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO (Reuters) - A nova versão do sistema operacional para o computador tablet iPad e o celular inteligente iPhone não incluirá um aplicativo pré-instalado do popular serviço de vídeos YouTube, do Google, informou a Apple.

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É o mais recente sinal da crescente rivalidade entre as empresas de tecnologia que foram aliadas próximas no passado, mas agora disputam a supremacia no mercado da computação móvel, que cresce em ritmo acelerado.

Algumas semanas atrás, a Apple anunciou que não ofereceria mais o software de mapas do Google em seus aparelhos móveis.

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"Apple e Google são os sistemas operacionais móveis do futuro, e o campo de batalha será esse", disse Kerry Rice, analista da Needham & Co. "Se a corrida envolve apenas dois participantes, nenhum vai querer dar vantagem ao rival", disse ele.

O Google, maior serviço mundial de buscas online, também produz o sistema operacional mais popular para celulares inteligentes, o Android. Em maio, o Google concluiu a aquisição da Motorola Mobility por 12,5 bilhões de dólares, o que vai permitir integração mais estreita entre o software e hardware da empresa e criar desafio mais direto para o iPhone.

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A Apple informou em comunicado no final da segunda-feira que sua licença para incluir o aplicativo do YouTube no sistema operacional iOS "expirou". A empresa acrescentou que "os usuários poderão usar o YouTube no navegador Safari e o Google está preparando um novo aplicativo do YouTube que será oferecido na App Store".

Uma porta-voz da Apple se recusou a comentar se a licença de uso do YouTube envolvia termos financeiros ou se a Apple planejava substituir o aplicativo do YouTube por aplicativo pré-instalado de vídeo produzido por outra companhia.

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O YouTube é um dos aplicativos que vinham pré-instalados nos aparelhos móveis da Apple desde o lançamento do iPhone original, em 2007.

Mas o aplicativo, na realidade criado pela Apple usando os padrões do YouTube, não oferece os mesmos recursos do site. Ele não parece veicular qualquer publicidade e o catálogo de vídeos de música disponíveis é bem menor que o do site.

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Analistas afirmaram que o Google não deverá sofrer impacto imediato com a decisão da Apple em não renovar a licença do aplicativo, mas a estratégia pode ter consequências sobre buscas.

O analista Ronald Josey, da ThinkEquity, afirmou que a decisão pode representar risco sobre o acordo do Google com a Apple para ser o mecanismo de busca padrão do iPhone.

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"Pelo o que está sendo descrito, parece que quando a busca chegar ao período de renovação, há uma chance significativa de que o Google possa não ser mais padrão", disse Josey.

Analistas acreditam que o Google gera parte significativa de sua receitas com serviços móveis a partir de usuários do iPhone.

O Google afirmou em comunicado que está trabalhando com a Apple para assegurar "a melhor experiência YouTube possível para os usuários do iOS".

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