Dois dias após agressão, Bolsonaro ainda não se solidarizou com Karol Eller

A Youtuber que teve o rosto desfigurado por uma agressão motivada por homofobia era amiga íntima da família de Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira, 48 depois do ocorrido, o porta-voz do Planalto mandou o recado de que Bolsonaro "rechaça qualquer tipo de violência"

Bolsonaro e Karol Eller, agredida por homofobia
Bolsonaro e Karol Eller, agredida por homofobia (Foto: ABR | Reprodução)
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247 - Dois dias depois da agressão brutal praticada contra a Youtuber bolsonarista Karol Eller na Barra da Tijuca (RJ), no último domingo 15, enquanto andava com a namorada, Jair Bolsonaro ainda não fez nenhuma declaração sobre o caso, nem postagem nas redes sociais, onde ele é presença frequente. A agressão foi motivada por homofobia.

A única manifestação de Bolsonaro foi feita nesta terça, por meio de seu porta-voz. “O presidente rechaça qualquer tipo de violência. É nesse caminho, nessa toada de sensibilidade social e pessoal, que ele se coloca contra esse desqualificado ataque a essa cidadã”, afirmou Otávio Rêgo Barros.

Karol era admiradora do presidente e amiga íntima da família. Nas redes sociais, frequentemente defende o atual governo, que segundo ela "faz um trabalho excepcional" e "devolve a credibilidade ao país". Para a Youtuber, não existe homofobia - apenas vitimização dos LGBTs - e Bolsonaro também não é homofóbico.

Reportagem da revista Época do último dia 5 informa que ela havia sido contratada como assessora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde receberá salário de R$ 10.700,00.

A agressão deixou o rosto de Karol desfigurado e o policial militar e amigo Gabriel Monteiro, também Youtuber, diz que ela está à base de medicamentos e que tem dificuldades para falar e enxergar.

“(Foi) atacada por conta de sua escolha sexual”, disse. “Ela tá com o rosto bem inchado, tá a base de remédios, não tá podendo falar direto  e não está enxergando muito bem do olho”, relatou o PM.

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