Editorial da Folha denuncia jogo de empurra no resgate em Brumadinho
Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo lamenta mais uma vez o descaso do país com a prevenção de desastres; o texto diz: "já se contam mais de 80 mortos no rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e o número de desaparecidos ainda beira os 300. Uma tragédia cuja dimensão humana encontra poucos paralelos no país, mas que tem na sua origem um fator repetido amiúde: o descaso com protocolos básicos de prevenção de desastres"
247 - Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo lamenta mais uma vez o descaso do país com a prevenção de desastres. O texto diz: "já se contam mais de 80 mortos no rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e o número de desaparecidos ainda beira os 300. Uma tragédia cuja dimensão humana encontra poucos paralelos no país, mas que tem na sua origem um fator repetido amiúde: o descaso com protocolos básicos de prevenção de desastres."
O texto segue, em tom de denúncia: "logo surgiu como lembrança inevitável a catástrofe de Mariana (MG). O rastro de destruição deixado há meros três anos parecia capaz de forçar uma mudança de atitude. O próprio presidente da Vale, empresa envolvida nas duas ocorrências, assumiu o cargo proclamando o lema 'Mariana nunca mais'. A promessa pouco durou, e mais uma vez acumulam-se suspeitas quanto à fiscalização e à adoção de medidas de segurança."
E destaca: "tal padrão já provocou inúmeras cicatrizes que poderiam ter sido evitadas. Não se trata apenas das desgraças de maior repercussão, como o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), que completou seis anos neste mês, ou o que destruiu parte significativa do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Casebres consumidos pelas chamas, desmoronamento de edifícios e colapso de obras públicas, entre outros casos, sucedem-se numa rotina intolerável."
