Editorial da Folha diz que Dallagnol deve deixar comando da Lava Jato

Em uma crítica contundente à Lava Jato, editorial do jornal Folha de S. Paulo destaca que os vazamentos das trocas de mensagens entre procuradores revelaram o conluio da operação e que “é possível tirar três conclusões sobre o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa à frente da operação em Curitiba” que mostram que “sua continuidade nas atuais funções parece ter se tornado inviável"

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Em uma crítica contundente à Lava Jato, o jornal Folha de S. Paulo destaca que os vazamentos das trocas de mensagens entre procuradores revelaram o conluio da operação e que “é possível tirar três conclusões sobre o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa à frente da operação em Curitiba” e que os pontos revelados Vaza Jato mostram que “sua continuidade nas atuais funções parece ter se tornado inviável".

 As conclusões, segundo o editorial, são de que ele - juntamente com o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro -, “debateram estratégias e discutiram decisões fora dos autos”; que o procurador “lucrou com a fama alcançada” e incorrido em “abuso de poder”. 

“Caberá ao Judiciário e ao Conselho Nacional do Ministério Público, responsável pela fiscalização do trabalho dos procuradores, examinar as condutas de Dallagnol, determinar o que há de impróprio nelas e decidir se merecem punição”, destaca o texto.

“Mas os danos causados pelos vazamentos à credibilidade do procurador são difíceis de reparar, e sua continuidade nas atuais funções parece ter se tornado inviável”, sendo “impossível ignorar o conteúdo dos diálogos e as suspeitas que levantam sobre as ações da Lava Jato”.

O texto diz, ainda, que “há espaço para que o Congresso e o Supremo reforcem os limites que devem ser respeitados pelos investigadores” e que “as mensagens vazadas oferecem um espelho incômodo para os que participaram de excessos da Lava Jato”. 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247