El País sobre as eleições no Brasil: a escolha é entre democracia e não democracia

O jornal EL País faz um editorial contundente em defesa da democracia brasileira e em repúdio ao fascismo de Jair Bolsonaro; ele diz que a "a taxativa vitória do ultradireitista no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, 7, no Brasil coloca o eleitorado diante de uma decisão radical"; e acrescenta: "no segundo turno, previsto para o dia 28 de outubro, já não se trata de escolher entre duas opções políticas diferentes (...) e sim entre um candidato que entende e cumpre os padrões de governança das democracias ocidentais e outro que despreza e considera inválido o sistema de liberdades que desde o final da ditadura garante a igualdade e o progresso de 208 milhões de brasileiros"

El País sobre as eleições no Brasil: a escolha é entre democracia e não democracia
El País sobre as eleições no Brasil: a escolha é entre democracia e não democracia (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
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247 - O jornal EL País faz um editorial contundente em defesa da democracia brasileira e em repúdio ao fascismo de Jair Bolsonaro. Ele diz que a "a taxativa vitória do ultradireitista no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, 7, no Brasil coloca o eleitorado diante de uma decisão radical". E acrescenta: "no segundo turno, previsto para o dia 28 de outubro, já não se trata de escolher entre duas opções políticas diferentes (...) e sim entre um candidato que entende e cumpre os padrões de governança das democracias ocidentais e outro que despreza e considera inválido o sistema de liberdades que desde o final da ditadura garante a igualdade e o progresso de 208 milhões de brasileiros".

O editorial segue a linha crítica da imprensa internacional e da blogosfera brasileira, linha essa ainda solenemente ignorada pela imprensa: "Bolsonaro, com um discurso abertamente xenófobo, racista, homofóbico e laudatório da ditadura militar (1964-1985) obteve 46% dos votos, muito perto da maioria absoluta que lhe teria outorgado diretamente a chefia do Estado. Fernando Haddad, do histórico Partido dos Trabalhadores (PT), e candidato sucessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu passar ao segundo turno com 29,3%. Mais preocupante do que os números é o fato de que as falas de Bolsonaro tocaram amplas camadas da população brasileira que veem esse militar da reserva como a solução da profunda crise institucional e econômica que assola o país há quatro anos e pelas quais culpa exatamente o PT".

Segundo o jornal El País, "a diferença de votos entre os dois é grande, mas não intransponível porque o que está em jogo é muito mais do que uma vitória eleitoral. É assim que devem entender a situação tanto os eleitores de qualquer tendência política quanto Haddad, que pelo segundo turno é obrigado a realizar uma exposição integradora e de abertura em relação aos que até domingo eram seus grandes rivais no campo democrático. Sua candidatura já não é somente a do PT e sim a de todos os democratas do Brasil".

 

 

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