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Eliane condena Eduardo Guimarães e revolta internautas

Colunista Eliane Cantanhêde chama Eduardo Guimarães, que teve sua condição de jornalista reconhecida pela Fenaj, pelos Repórteres sem Fronteiras e pela OEA, de "aventureiro" e revolta não apenas a classe jornalística, mas toda a internet; no Twitter, Eliane desvirtua ainda a Constituição, que define ser "assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional", sem citar jornalistas; após ser alvo de condução coercitiva pelo Sergio Moro, Guimarães foi defendido pela classe jornalística em peso

Colunista Eliane Cantanhêde chama Eduardo Guimarães, que teve sua condição de jornalista reconhecida pela Fenaj, pelos Repórteres sem Fronteiras e pela OEA, de "aventureiro" e revolta não apenas a classe jornalística, mas toda a internet; no Twitter, Eliane desvirtua ainda a Constituição, que define ser "assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional", sem citar jornalistas; após ser alvo de condução coercitiva pelo Sergio Moro, Guimarães foi defendido pela classe jornalística em peso (Foto: Gisele Federicce)

247 - A colunista Eliane Cantanhêde revoltou os internautas nessa semana ao chamar o blogueiro Eduardo Guimarães de "aventureiro" e, portanto, corroborar com a ação do juiz Sergio Moro, que autorizou condução coercitiva contra o editor do Blog da Cidadania, apreendeu seus equipamentos de trabalho e exigiu que revelasse a fonte de um vazamento da Lava Jato.

"Sigilo de fonte é garantia constitucional para jornalista, não para qualquer aventureiro", escreveu Eliane, em resposta a uma publicação do também jornalista Kennedy Alencar, que dizia que o "sigilo da fonte é garantia constitucional" e que o caso do blogueiro Eduardo Guimarães, pelo que se sabia até então, era uma "medida abusiva".

Em resposta a uma seguidora, Eliane escreveu ainda: "Abrir um blog qualquer não transforma ninguém em jornalista". O posicionamento é alinhado com o do juiz Sergio Moro, que, questionado pelo deputado Paulo Teixeira sobre a ação contra Guimarães na terça-feira 21, argumentou que o blogueiro não era jornalista.

Vale lembrar, no entanto, que a legislação brasileira não exige diploma de jornalista para se exercer a profissão e que a Constituição determina a proteção do sigilo da fonte a qualquer pessoa, independente de ser jornalista. A Carta define, em seu Artigo 5º, parágrafo XIV, ser "assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".

A ação contra Guimarães foi repudiada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que considera que a PF abriu um "terrível precedente", pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, uma das principais instituições globais em defesa do jornalismo, e pela OEA, por meio do jornalista e advogado uruguaio Edison Lanza, relator especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (leia aqui).