Em artigo na Folha, advogado escreve que Bolsonaro chafurda
O advogado criminal, ex-presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (2001-2004), Luís Francisco Carvalho Filho, compara as atuais calúnias de Bolsonaro e seus filhos com um lamentável episódio da época da ditadura militar, quando integrantes da chamada linha dura falsificaram um exemplar de jornal da Igreja Católica
247 - "Os mais antigos se recordam. Fase final da ditadura. Em 1982, paróquias da cidade recebem o jornal O São Paulo, editado pela Cúria Metropolitana, com o 'mea culpa' do cardeal Paulo Evaristo Arns na manchete — 'por tudo aquilo que vem acontecendo de errado na Igreja de nosso tempo'.
"O exemplar ideologicamente falso tem as dimensões e o padrão gráfico do original: cabeçalho, data (Semana de 20 a 26 de agosto), expediente e até publicidade".
"É um modelo clássico de fake news que antecede o universo digital, produzido para confundir leitores e reafirmar compromissos criminosos de resistência à abertura política".
[...] "Há algo de semelhante na gênese do grotesco ataque desferido contra o jornal católico no século passado e a cafajeste onda de ofensas à jornalista Patrícia Campos Mello, que também atinge as mulheres e a Folha".
"O presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, símbolos deste movimento sórdido de difamação, chafurdam no mesmo lamaçal em que chafurdavam, na década de 1980, facções clandestinas de militares e inimigos da democracia", escreve Luís Francisco Carvalho Filho na Fiolha de S.Paulo
