Em editorial, Estadão ataca Lula e Lewandowski e fala em "tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder"

O texto ataca o voto de Lewandowski como um "arroubo inconsequente", diz que Lula se apresenta como vítima apesar da comprovação de perseguição por Sergio Moro e critica os "desmandos do PT" e a "tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder"

O ministro do STF Ricardo Lewandowski e o ex-presidente Lula
O ministro do STF Ricardo Lewandowski e o ex-presidente Lula (Foto: ABr | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - Em editorial intitulado 'A recidiva', o Estadão reagiu à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que mantém a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba sobre os processos do ex-presidente na Lava Jato, garantindo seus plenos direitos políticos.

Para o jornal paulista, o voto do ministro Ricardo Lewandowski no julgamento foi um "arroubo inconsequente" que alimenta o discurso de que Lula é vítima de perseguição.

"Antes de ser um arroubo inconsequente, essa declaração [de que a história do Brasil poderia ter sido diferente se o STF tivesse julgado Lula como um réu qualquer] reflete o espírito que certamente norteará a mais que provável candidatura de Lula da Silva a presidente. Ele se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das "elites" – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula", diz.

O texto acusa Lula de se apresentar como vítima, mas não menciona que o ex-juiz Sergio Moro, condenado por parcialidade pelo STF, comprovadamente perseguiu o petista: "Antes de ser um arroubo inconsequente, essa declaração reflete o espírito que certamente norteará a mais que provável candidatura de Lula da Silva a presidente. Ele se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das “elites” – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula".

O Estadão ainda acusa o PT de conduzir uma "semântica autoritária" e diz que as verdadeiras vítimas da "polarização" entre Lula e Bolsonaro em 2022 serão os "cidadãos de bem", afetados pela "mediocridade, da ignorância e da má-fé"

"A renovada força eleitoral de Lula deriva também do fato de que, imersos no pesadelo do governo de Jair Bolsonaro, muitos brasileiros tendem a esquecer a tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder, ou então a considerar como aceitáveis os desmandos do PT se comparados ao descalabro bolsonarista", conclui.

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