AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Mídia

Em editorial, Folha adverte para intenção ditatorial de Bolsonaro

O jornal Folha de S.Paulo publica nesta quarta-feira editorial advertindo que Jair Bolsonaro, ao divulgar um vídeo em que aparece com rei leão, 'talvez vislumbre poder incompatível com a Carta de 88' e 'a latitude dos monarcas absolutos'

Em editorial, Folha adverte para intenção ditatorial de Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa - PR)

247 - O editorial da Folha de São Paulo desta quarta-feira (30) destaca que a publicação por Jair Bolsonaro, numa rede social, de alegoria baseada no cerco de um grupo de hienas a um leão tem suas peculiaridades. 

"Alegoria constitui, aliás, palavra sutil demais para qualificar o vídeo, que deixa muito claro, por meio de trucagens toscas, quem são as tais hienas: o Supremo Tribunal Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, veículos da imprensa (incluída esta Folha), o PT e até o PSL, que o mandatário luta para controlar com a mão pesada do Executivo' - afirma o editorial.  

"Tampouco resta dúvida sobre a identidade do felino rodeado pelos bichos carniceiros: presidente Bolsonaro, estampa a legenda".  "Com a fantasia de rei leão, Bolsonaro talvez vislumbre a latitude dos monarcas absolutos. O traje combina com os elogios velados e explícitos que veio fazendo a aspectos tenebrosos da ditadura militar (1964-1985), seja ao longo de sua extensa carreira de deputado periférico, seja mais recentemente, como candidato e presidente".  

"Onde a fábula bolsonarista vê hienas, há na verdade organizações civis e estatais incumbidas de evitar o abuso no exercício do poder de Estado. Onde vê o leão, há o chefe eleito do Executivo, submetido não a seus desejos de supremacia, mas ao império universal das leis, como qualquer outro cidadão".  

"A mensagem do leão ameaçado vem juntar-se a outra, do início de setembro, quando Bolsonaro disse que, se levantasse “a sua borduna”, todos viriam atrás dele. São rabiscos de conclamação a forças extraconstitucionais que felizmente não vicejam no Brasil de hoje".