Em editorial, O Globo cobra que STF barre política armamentista de Bolsonaro

Para o jornal da família Marinho, "seria absurdo se o Supremo sacrificasse a segurança pública apenas para ensaiar um aceno ao presidente que se faz de arrependido”

(Foto: © Reuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados)
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247 - O jornal O Globo afirma, em editorial, que a tentativa de Jair Bolsonaro de colocar um fim à crise institucional criada por ele será testada a partir da próxima sexta-feira, quando o  Supremo Tribunal Federal (STF) dará início ao julgamento de quatro decretos de Jair Bolsonaro que flexibilizam a posse e o porte de armas de fogo, uma das bandeiras de campanha do ex-capitão. De acordo com o periódico, "seria absurdo se o Supremo sacrificasse a segurança pública apenas para ensaiar um aceno ao presidente que se faz de arrependido”. 

“A política armamentista de Bolsonaro tem contribuído para a proliferação da artilharia no país e a consequente piora nos indicadores de violência. Pelos últimos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as armas de fogo registradas no Brasil dobraram desde que ele assumiu o poder — de 638 mil em 2017 para 1,3 milhão em 2020. Entre 2019 e 2020, os civis com direito à posse de armas foram de 200 mil a 287 mil. Isso antes mesmo dos decretos de flexibilização, editados em fevereiro”, destaca o texto.

“O argumento de que é preciso facilitar o acesso às armas para que os cidadãos tenham como se defender tem tanta base quanto tratar a Covid-19 com cloroquina. Não passa de ignorância. Haver mais armas em circulação equivale a haver mais armas nas mãos de bandidos. Se já é difícil controlar armas do Exército e da polícia, que dizer daquelas em poder de civis?”, ressalta o editorial. 

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“Fatos assim exigem uma resposta firme do STF, uma decisão capaz de impor os limites da lei ao armamentismo de Bolsonaro. Seria absurdo se o Supremo sacrificasse a segurança pública apenas para ensaiar um aceno ao presidente que se faz de arrependido”, finaliza. 

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