Estudo indica que avalanche de fake news no Facebook começou em 2015 para o golpe contra Dilma

Pesquisa aponta que o ápice das fake news no Facebook aconteceu durante o governo Jair Bolsonaro e no início da pandemia da Covid-19

www.brasil247.com -
(Foto: Fernando Donasci | Pedro França/Agência Senado | Reuters)
Siga o Brasil 247 no Google News

247 - Um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade Positivo, de Curitiba, aponta que o crescimento do número de páginas com fake news no Facebook começou em 2015, ainda durante a pressão pelo golpe contra a então presidente eleita Dilma Rousseff, e avançou durante as eleições de 2018, quando foi registrado um primeiro pico favorável a Jair Bolsonaro. O ápice de notícias falsas e de interações foi registrado nos primeiros meses da pandemia de Covid-19. 

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa usou dados do aplicativo CrowdTangle, que mostra as publicações mais populares na rede social, para analisar o avanço das notícias falsas na plataforma do Facebook. No estudo, foram avaliados 27 perfis classificados como propagadores de fake news e as análises envolveram publicações e interações entre os anos de  2010 a 2020. Ao todo, foram detectadas 253,7 milhões de interações em 206,6 mil publicações.

Entre as principais páginas apontadas como divulgadores de fake news estão o Jornal da Cidade Online, O Jacaré de Tanga, Diego Rox, Gospel Prime, Dr. Robert Rey, VlogdoLisboa, Nando Moura, Terça Livre TV, Diário do Brasil e Terra é Plana.

PUBLICIDADE

Os pesquisadores identificaram que, além dos picos anteriores, as páginas também registraram movimentação semelhante em janeiro de 2019, no início do mandato de Jair Bolsonaro, e em março de 2019, início da pandemia no Brasil. Já o ápice das interações sobre as postagens foi apontado após a Polícia Federal cumprir mandados no âmbito do inquérito das fake news, que apura o financiamento e a divulgação de fake news e ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais: 

PUBLICIDADE

 

PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email