EUA são tábua de salvação para Dilma, diz The New Yorker

Com o título, "O problema com Dilma Rousseff", o artigo lista que a petista enfrenta tantos problemas como qualquer outro líder mundial dos dias atuais; a diferença, segundo o texto, está na aprovação da presidente, que é pouco menos de 15%; ainda segundo a revista, Dilma teria encontrado no vice-presidente dos EUA, Joe Biden, "um amigo" que pode auxiliar na retomada do crescimento econômico e, consequentemente, na melhoria dos índices de popularidade do seu governo

Com o título, "O problema com Dilma Rousseff", o artigo lista que a petista enfrenta tantos problemas como qualquer outro líder mundial dos dias atuais; a diferença, segundo o texto, está na aprovação da presidente, que é pouco menos de 15%; ainda segundo a revista, Dilma teria encontrado no vice-presidente dos EUA, Joe Biden, "um amigo" que pode auxiliar na retomada do crescimento econômico e, consequentemente, na melhoria dos índices de popularidade do seu governo
Com o título, "O problema com Dilma Rousseff", o artigo lista que a petista enfrenta tantos problemas como qualquer outro líder mundial dos dias atuais; a diferença, segundo o texto, está na aprovação da presidente, que é pouco menos de 15%; ainda segundo a revista, Dilma teria encontrado no vice-presidente dos EUA, Joe Biden, "um amigo" que pode auxiliar na retomada do crescimento econômico e, consequentemente, na melhoria dos índices de popularidade do seu governo (Foto: Paulo Emílio)

247 - A revista norte-americana The New Yorker desta semana publicou um artigo sobre a presidente Dilma Rousseff. Com o título, "O problema com Dilma Rousseff", o artigo lista que a petista enfrenta tantos problemas como qualquer outro líder mundial dos dias atuais. A diferença, segundo o texto, está na aprovação da presidente, que é pouco menos de 15%. Ainda segundo a revista, Dilma teria encontrado no vice-presidente dos EUA, Joe Biden, "um amigo" que pode auxiliar na retomada do crescimento econômico e, consequentemente, na melhoria dos índices de popularidade do seu governo.

Dilma aceitou o convite feito por Biden para visitar os EUA, muito embora os detalhes da visita ainda não tenham sido acertados. A presidente planejava viajarem 2013, mas a visita foi cancelada após virem à tona uma série de acusações apontando que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA havia espionado as comunicações pessoais da presidente do Brasil. "Não é provável que Dilma tenha perdoado os Estados Unidos, mas ela precisa de uma tábua de salvação, e não há muitas opções", diz o texto da The New Yorker.

O artigo lista, ainda, que Dilma enfrenta uma série de problemas como os casos de desvios e corrupção na Petrobras, além do fato do PT ter uma série de membros importantes envolvidos nas denúncias. A revista também destaca que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi beneficiado pelo bom desempenho da economia brasileira entre os anos de 2003 e 2011.

"Lula teve um índice de aprovação de mais de 80% quando se aposentou, o que o fez, provavelmente, o chefe de Estado mais popular no mundo", destaca o texto. Em seguida, a revista acrescenta que "Dilma foi eleita em 2010 e reeleita em 2014, por margens modestas, e,especialmente desde sua reeleição, as coisas não foram tão bem para o Brasil."

A análise da The New Yorker também traça um comparativo entre Lula e Dilma, considerada uma workaholic. "Embora seja inconcebível que alguém como Dilma Rousseff, que participou da resistência à ditadura como militante e passou anos na prisão, possa ser eleita para um cargo nos Estados Unidos, ela parece ser o tipo de pessoa que se quer no cargo: ela é brilhante, forte, trabalhadora, detalhista, formada em economia, e, pelo que sabemos até agora, pessoalmente honesta."

A revista diz que com a economia em queda e ameaça de desemprego em alta, além da realização de uma série de protestos em todo o país, Dilma – que em muitas ocasiões criticou durante os EUA – agora está revendo suas posições. "Isso diz alguma coisa sobre o motivo dos Estados Unidos estarem festejando a sua visita, preocupada com sua popularidade em baixa". O texto também ressalta a dificuldade em montar uma base política coesa com a existência de inúmeros partidos políticos, além de um número excessivo de ministérios.

"Levaria pelo menos uma geração para o Brasil para sair desse sistema, mesmo com muita boa vontade. Nesse meio tempo, como é o caso na maioria dos lugares do mundo, as coisas podem muito bem ficar melhor quando o poder está de volta nas mãos de alguém que opera a partir de instinto e emoção, em detrimento de alguém que pensa, analisa, planeja e dá ordens", diz o texto.

 

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