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Facebook joga sujo com o Google

Rede social de Mark Zuckerbergcontratou agncia de comunicao que prestou servios ao ditador argentino Rafael Videla para queimar filme do gigante das buscas

Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 – Um detalhe sórdido da face oculta do Facebook veio a público nesta semana. A rede social contratou a agência de relações públicas e comunicação Burson & Marsteller (B&M) para plantar informações negativas na mídia e na web sobre o Google. De acordo com uma fonte do Facebook ouvida pelo portal The Daily Beast, a iniciativa foi tomada porque a empresa de Mark Zuckerberg acredita que o gigante das buscas está adotando certos procedimentos que colocam em risco a privacidade dos dados de usuários da rede e, o que é mais importante, utiliza dados e informações da mais badalada rede social do momento em suas ferramentas do gênero.

Contratada para “queimar o filme” do Google, a B&M recorreu a ao blogueiro Chris Soghoian, encomendando-lhe um texto sobre o Social Circle, comunidade virtual do “desafeto”. O golpe baixo, contudo, atingiu o vazio. Soghoian não apenas recusou a oferta, como publicou mensagens – confidenciais, claro – que a agência de relações públicas lhe enviara (confira aqui). Uma das “sugestões” de texto feitas ao blogueiro dizia o seguinte: “O Google, como você sabe, tem tradição em infringir os direitos de privacidade dos usuários da internet na América. Desde o surgimento da companhia, as primeiras páginas dos jornais detalham a sua busca por informações – muitas vezes privadas – sobre seus usuários online...”.

Além de Soghoian, a Burson & Marsteller despachou “sugestões de pauta” sobre o Google para grandes veículos da imprensa norte-americana. Quebrou a cara com o jornal USA Today, dono das maiores tiragens na terra de Tio Sam. O diário acusou a agência de estar fomentando uma “campanha difamatória” contra o Google, “tendo por trás um cliente anônimo” (à época, não se sabia que a encomenda partira do Facebook).

Para os jornalistas mais experientes, a história não causou surpresa. Afinal, a Burson & Marsteller já prestou serviços para clientes muito mais polêmicos que Mark Zuckerberg. O número 1 dessa lista, sem a menor dúvida, foi o ditador argentino Jorge Rafael Videla, condenado à prisão perpétua por torturas e mortes após o golpe militar de 1976.