Farinha do mesmo saco: Alckmin e Bolsonaro defendem cartilha econômica anti-povo

A disputa entre Alckmin e Bolsonaro esconde um dado muito importante: ambos defendem a mesma cartilha econômica; pior do que isso, ambos defendem a mesma cartilha econômica posta em prática por Michel Temer: erosão de direitos trabalhistas, venda de patrimônio público e truculência sem resultados na área de segurança    

Farinha do mesmo saco: Alckmin e Bolsonaro defendem cartilha econômica anti-povo
Farinha do mesmo saco: Alckmin e Bolsonaro defendem cartilha econômica anti-povo
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Do Brasil de Fato - Na briga acirrada por uma vaga no segundo turno, a campanha do PSDB para presidente da República concentrou os ataques à candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL. Do outro lado, os marqueteiros do Bolsonaro insistem na fabricação de uma imagem que foge da figura do político novo sem ligação com partidos tradicionais, retrucando os ataques de Alckmin.

Porém, por trás do aparente arranca-rabo, os dois candidatos seguem as mesmas cartilhas econômicas e podem ser considerados "farinha do mesmo saco", no jargão popular.

"O Alckmin e o Bolsonaro estão do lado da direita. O Bolsonaro da extrema direita e o Alckmin da direita do ponto de vista político. Do ponto de vista da política econômica, o Alckmin é de extrema direita", analisa o historiador Valter Pomar.

O maior ponto em comum entre as duas candidaturas é a linha neoliberal, que prevê medidas que atacam os direitos da classe trabalhadora, como a redução do poder de compra e baixos salários, e favorecem as grandes empresas e o livre mercado.

"Do ponto de vista da economia, o Bolsonaro está se aproximando das posições do Alckmin. Mas, as posições historicamente da extrema direita, da política neoliberal, são do Alckmin", atesta Pomar.

Os dois candidatos também estão alinhados ao grupo de políticos que patrocinaram o golpe contra o governo Dilma Rousseff, do PT, que aprofundou a grave crise de desemprego e recessão.

Além disso, é o mesmo grupo que, liderado pelo governo Michel Temer (MDB), cortou investimentos na área social e congelou os investimentos em Saúde e Educação por 20 anos.

"Os [partidos] que patrocinaram o golpe lançaram candidatos à Presidência. O Alckmin, do PSDB, deu sustentação ao Golpe. E o Alckmin é o candidato do Temer também. O Bolsonaro é o candidato dos mesmos que apoiaram o Temer. O vice do Bolsonaro, o general Mourão, defendeu um retrocesso ainda maior nas regras trabalhistas, com o fim do 13º e das férias", critica o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas

Outro ponto que une as ideias de Alckmin e Bolsonaro é a privatização das empresas nacionais, como a Petrobras. Os dois defendem os interesses do capital em detrimento da soberania nacional.

Na briga acirrada por uma vaga no segundo turno, a campanha do PSDB para presidente da República concentrou os ataques à candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL.  Do outro lado, os marqueteiros do Bolsonaro insistem na fabricação de uma imagem que foge da figura do político novo sem ligação com partidos tradicionais, retrucando os ataques de Alckmin. 

Porém, por trás do aparente arranca-rabo, os dois candidatos seguem as mesmas cartilhas econômicas e podem ser considerados "farinha do mesmo saco", no jargão popular. 

"O Alckmin e o Bolsonaro estão do lado da direita. O Bolsonaro da extrema direita e o Alckmin da direita do ponto de vista político. Do ponto de vista da política econômica, o Alckmin é de extrema direita", analisa o historiador Valter Pomar.

O maior ponto em comum entre as duas candidaturas é a linha neoliberal, que prevê medidas que atacam os direitos da classe trabalhadora, como a redução do poder de compra e baixos salários, e favorecem as grandes empresas e o livre mercado.

"Do ponto de vista da economia, o Bolsonaro está se aproximando das posições do Alckmin. Mas, as posições historicamente da extrema direita, da política neoliberal, são do Alckmin", atesta Pomar.

Os dois candidatos também estão alinhados ao grupo de políticos que patrocinaram o golpe contra o governo Dilma Rousseff, do PT, que aprofundou a grave crise de desemprego e recessão.

Além disso, é o mesmo grupo que, liderado pelo governo Michel Temer (MDB), cortou investimentos na área social e congelou os investimentos em Saúde e Educação por 20 anos.

"Os [partidos] que patrocinaram o golpe lançaram candidatos à Presidência. O Alckmin, do PSDB, deu sustentação ao Golpe. E o Alckmin é o candidato do Temer também. O Bolsonaro é o candidato dos mesmos que apoiaram o Temer. O vice do Bolsonaro, o general Mourão, defendeu um retrocesso ainda maior nas regras trabalhistas, com o fim do 13º e das férias", critica o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas

Outro ponto que une as ideias de Alckmin e Bolsonaro é a privatização das empresas nacionais, como a Petrobras. Os dois defendem os interesses do capital em detrimento da soberania nacional.

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