Felipe Neto diz que não pisa na CNN enquanto emissora der voz a negacionistas como Alexandre Garcia

Em entrevista ao Grupo Prerrogativas, o youtuber Felipe Neto fala sobre a responsabilidade da imprensa. “Quando aparece um Bolsonaro da vida, tudo o que a gente quer é abraçar a imprensa. Então tudo o que a gente quer é abraçar a Folha, o Estadão, a Veja… mas é difícil, né. É muito difícil”

Felipe Neto e Alexandre Garcia
Felipe Neto e Alexandre Garcia (Foto: Divulgação / reprodução)
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247 - O youtuber Felipe Neto fez duras críticas à cobertura da imprensa na era do bolsonarismo, muitas vezes “normalizando” figuras que são negacionistas e anti-ciência.

“Eu fui muito claro com a CNN porque recebi diversos convites da CNN para ir na emissora, então eu fui muito claro com eles: eu não piso na emissora enquanto vocês derem voz para pessoas que são comprovadamente obscurantistas e anti-ciência e são indiretamente responsáveis por mortes por Covid no Brasil”, declarou em entrevista ao Grupo Prerrogativas nesta quarta-feira (21), ao vivo no Youtube.

“Eu, na qualidade de Youtuber, que sei que a CNN quer usar a minha imagem para atrair novos públicos, eu não vou levar novos públicos, que é o meu público, para uma emissora que dá voz ao Alexandre Garcia. Porque não é mais só uma questão opinativa aqui, que eu discorde do Alexandre Garcia. Não tem nada a ver com isso. Eu quero mais é que eu discorde, para aprender alguma coisa nova. A gente tá falando de um cara que diz que o Brasil teve mais de 300 milhões de mortos por gripe. Um cara que não tem a mínima responsabilidade que não seja a babação de ovo de Jair Bolsonaro”, destacou Felipe Neto. 

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“E aqui eu não estou criticando quem vai na emissora, tá, porque se nós não tivesséssemos Augustos seria muito pior”, complementou, referindo-se ao advogado Augusto de Arruda Botelho, integrante do Prerrogativas e que participou como entrevistador na live.

Felipe Neto falava do papel da imprensa na promoção dos direitos humanos e da democracia. Antes de citar o exemplo da CNN e da Jovem Pan, que dá espaço a Rodrigo Constantino, ele fez uma crítica geral sobre os veículos de comunicação:

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“Quando aparece um Bolsonaro da vida, tudo o que a gente quer é abraçar a imprensa. Porque a primeira coisa que esses reacionários mal-caráter e completamente autoritários querem é o fechamento da imprensa”, afirmou, dando exemplo de Donald Trump e Bolsonaro. “Então tudo o que a gente quer é abraçar a Folha, o Estadão, a Veja… mas é difícil, né. É muito difícil. A imprensa aqui no Brasil é muito elitista”. 

“É muito importante que os veículos entendam que eles não podem contribuir para essa dispersão e para essa mudança de alteração da realidade”, acrescentou.

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