Fernando Brito: Estadão faz papelão com matéria sobre pressão em cima do STF

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, afirma que o proprietário de uma loja é a "única fonte" identificada do jornal paulista que fala em paralisação das rodovias, como pressão sobre o STF para não revogar prisão em segunda instância. "Um jornal como o Estadão dar destaque, com chamada de primeira página, a isso tem nome: uma desmoralização", diz

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - O Estadão se sai hoje com uma reportagem sobre as “pressões” que o STF estaria sofrendo para não corrigir a sua decisão e reconhecer a constitucionalidade da presunção de inocência até o trânsito em julgado de sentenças condenatórias.

Diante da falta de repercussão até de manifestações patéticas, como o twitter do General Eduardo Villas Boas, apela para uma “ameaça de bloqueio das estradas pelos caminhoneiros”, sustentada apenas pelas declarações de um militante e extrema-direita, proprietário de uma loja de conveniências em Vila Prudente e uma microempresa de intermediação de negócios no Ipiranga (SP), Ramiro Cruz Jr.

Ramiro tem vários vídeos pró-intervenção militar numa página de Facebook intitulada “Despertar da Consciência Patriótica e, candidato a deputado federal pelo PSL, sob o nome de Ramiro dos Caminhoneiros, teve portentosos 1.810 votos em todo o Estado de São Paulo.

Pois este cidadão é a única fonte identificada que fala em paralisação das rodovias. O outro é um certo “Marcão”, que teria postado um “fica esperto, Tóffoli” em redes sociais e ainda um outro “caminhoneiro” sem nome ou origem, mas com a ideia de” subir a rampa” do STF com um caminhão.

Um jornal como o Estadão dar destaque, com chamada de primeira página, a isso tem nome: uma desmoralização.

Quaisquer 10 minutos no Twitter e se acha coisa muito pior em matéria e ameaças da trupe bolsonarista: impeachment, sugestão de agressões, invadir do STF…

Publicar uma bobajada dessas, sim, é uma pressão espúria sobre os ministros da Corte, inventando um movimento de bloqueio nas estradas que não existe e que é só delírio de metade de meia-dúzia de lunáticos.

Se o Estadão quer que se perpetue a agressão à Constituição, que faça um editorial dizendo que não vale o escrito.

Mas terrorismo, não, Estadão…

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