Fernando Brito: Huck, volte para seu caldeirão de dinheiro

Editor do Tijolaço diz que defesa do apresentador da Globo dos políticos que ele financiou e que votaram a favor da Reforma da Previdência "é típico de quem vive no seu mundo dourado, louro, de finas roupas, carros caros, lanchas suntuosas, verdadeiros iates, até de jatinho comprado com financiamento do BNDES, como é o dele"

Luciano Huck
Luciano Huck (Foto: Reprodução)
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Luciano Huck foi ao jornais defender os deputados dos partidos de oposição que votaram, contra a decisão coletiva, a favor da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro.

Como cidadão, Huck tem todo o direito de pretender que os brasileiros trabalhem até a morte, que recebam menos que receberiam pelas regras atuais (mesmo ganhando quase nada acima do mínimo), pode ser a favor que as viúvas recebam menos que o salário mínimo se tiverem uma renda qualquer, mesmo que seja de quatrocentos ou quinhentos reais.

É típico de quem vive no seu mundo dourado, louro, de finas roupas, carros caros, lanchas suntuosas, verdadeiros iates, até de jatinho comprado com financiamento do BNDES, como é o dele.

Mas não tem o direito de se intrometer na vida interna dos partidos, nos quais se entra sabendo o que pensam e subscrevendo um programa e um código de ética e disciplina partidárias.

É muito mais democrático que o seu “Caldeirão”, Huck, onde você pune, afasta ou demite simplesmente pela sua vontade, porque ao menos nos partidos há regras, processos internos, direito de defesa e decisão coletiva para decidir se alguém deve ou não continuar ali.

O “compromisso cívico” que Huck alega estar acima dos partidos não esteve, para ele, acima dos seus contratos com a Globo nem com os patrocínios de anunciantes de sabão, bancos, corretoras e pílulas de vitaminas. É seu direito fazer essa opção e se compreende como dinheiro e luxos são sempre mais atraentes.

Tanto são que Huck pode dispor dele para montar “cursos” e “bolsas” para futuros candidatos que de seus “institutos” espalham pelos partidos e elegem.

Seria melhor que Huck fizesse política com seu próprio rosto, não através de prepostos. Eles, porém, tem a vantagem de serem descartáveis, como foi seu “amigão” Aécio, rapidamente apagado de suas redes sociais.

Se o fizesse, que bom que pudesse, na televisão, defender 40 anos de contribuição, pensões de 500 reais, retirada do abono anual…

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