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Filho de Miriam Leitão localiza delator de seus pais na ditadura

Após 15 anos de pesquisa, o jornalista Matheus Leitão conseguiu localizar Foedes dos Santos, hoje com 73 anos de idade, que havia delatado seus pais — os jornalistas Marcelo Netto e Miriam Leitão — à ditadura militar, junto com dezenas de companheiros do PCdoB do Espírito Santo; “Sim. Entreguei (à ditadura) todos os que eu não tinha como deixar de entregar”, disse o senhor em Cariacica (ES); em depoimento no ano passado, Miriam conta que, nua e grávida, além de espancamentos, simulações de fuzilamento e ameaças de estupro, foi torturada com cães pastores alemães e uma cobra jiboia

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Após 15 anos de pesquisa, o jornalista Matheus Leitão conseguiu localizar Foedes dos Santos, hoje com 73 anos de idade, que havia delatado seus pais — os jornalistas Marcelo Netto e Miriam Leitão — à ditadura militar, junto com dezenas de companheiros do PCdoB do Espírito Santo; “Sim. Entreguei (à ditadura) todos os que eu não tinha como deixar de entregar”, disse o senhor em Cariacica (ES); em depoimento no ano passado, Miriam conta que, nua e grávida, além de espancamentos, simulações de fuzilamento e ameaças de estupro, foi torturada com cães pastores alemães e uma cobra jiboia (Foto: Roberta Namour)
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247 – Após cerca de 15 anos de pesquisa, o jornalista Matheus Leitão conseguiu localizar o homem que havia delatado seus pais — os jornalistas Marcelo Netto e Miriam Leitão — à ditadura militar, junto com dezenas de companheiros do PCdoB do Espírito Santo.

Nos arquivos do Superior Tribunal Militar (STM), Leitão encontrou Foedes dos Santos, hoje com 73 anos de idade, que confirmou o ocorrido: “Sim. Entreguei (à ditadura) todos os que eu não tinha como deixar de entregar”, disse o senhor em seu sitio em Cariacica (ES).

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Em 1972, Netto e Miriam, então membros do PCdoB capixaba, foram levados ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército e submetidos a sessões de tortura.

“Eu sempre tive muitas fantasias sobre o delator dos meus pais. Mas, quando nos encontramos, em Cariacica, vi que ele é uma pessoa normal. Tem defeitos e qualidades. E teve, sobretudo, muita coragem para admitir que delatou o grupo e que o fez por não suportar a tortura”, disse Leitão em entrevista ao Globo.

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Em depoimento no ano passado, Miriam narra o período que passou numa unidade do Exército no Espírito. Segundo ela, nua e grávida, além de espancamentos, simulações de fuzilamento e ameaças de estupro, foi torturada com cães pastores alemães e uma cobra jiboia. Ela disse que a decisão de trazer a público sua história está relacionada ao atual momento político: "O país está olhando para seu passado. Estou convencida de que ainda falta um passo: as Forças Armadas devem reconhecer que erraram" (leia mais).

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